Défice orçamental em risco de derrapar

Ministro das Finanças, Vítor Gaspar

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar admitiu que o défice orçamental pode vir a sofrer uma derrapagem. Na causa deste deslize está à diminuição das receitas fiscais e a persistência da instabilidade na zona euro.

No final de uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro, em Luxemburgo, Vítor Gaspar afirmou que “a informação disponível sobre o comportamento das receitas não é positivo”, pois “de facto, verificaram-se valores abaixo do esperado para a receita fiscal e para as contribuições para a segurança social”, acrescentando que “estes dados disponíveis traduzem um aumento significativo nos riscos e incertezas que estão associadas às expetativas orçamentais”.

O ministro das Finanças referiu-se às receitas do IRC que registaram “uma evolução menos favorável do que se esperava em resultado dos menores lucros das empresas neste contexto de recessão prolongada”. A instabilidade financeira ainda verificada na zona euro também não facilita a resolução do problema. “Contamos com o apoio dos nossos parceiros internacionais neste processo de ajustamento (…), [mas] não tomaremos a iniciativa de pedir nem mais tempo bem mais dinheiro”, adianta Vítor Gaspar.

Apesar do possível desvio do alcance da meta orçamental, o ministro das Finanças garantiu que o Governo está empenhado em cumprir a meta de 4,5 por cento do PIB para o défice orçamental deste ano. Esta meta está prevista no programa de ajustamento negociada com a troika da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI.

O alcance da meta orçamental implica um esforço “muito importante” no presente contexto de crise financeira, pois um ajustamento estrutural de 4 por cento do PIB é um esforço “sem precedentes na história recente de Portugal”, explica Vítor Gaspar.

2 COMENTÁRIOS

  1. Bem, se é o próprio governo que aumenta os impostos, e gera maior desemprego para baixar salários, como até promotor de despedimentos coletivos, o caso do despedimento coletivo do casino estoril, merecia uma investigação séria, mas sabe-se lá porquê não há investigação.

  2. O Povo não irá esquecer aquilo que este Governo, bem como os seus apoiantes que se abstêm para deixar passar as propostas da AR nos tem feito passar. A fome, o desemprego, os subsídios roubados. Vamos todos assinar esta petição, que já conta com mais de 38000 assinantes:
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