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Home/Análises/Análise de Rise of the Ronin (PS5) — o título mais ambicioso da Team Ninja
Análises

Análise de Rise of the Ronin (PS5) — o título mais ambicioso da Team Ninja

Pedro Souto
31 de Março de 2024 16 Min Read

G
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O Japão é uma das maiores potências económicas e mundiais à face da Terra, mantendo vivo e dando continuidade ao legado de um povo que sempre foi lendário e bastante  temido por inúmeros séculos, devido à sua rica e disciplinada cultura e aos seus fortes e honrosos guerreiros, os Samurais.

Neste artigo encontras:

  • Narrativa — a honra ficou no passado
  • Jogabilidade e combate — pacientes e coordenados, como um Ronin
  • Ambientação — um Japão de cortar a respiração
  • Qualidade gráfica e desempenho — a PS5 está à altura da jornada
  • Veredito — o título mais ambicioso da Team Ninja

Estes destemidos guerreiros colocavam a sua honra acima de todos os outros valores humanos, preferindo a morte à derrota. Mesmo assim, haviam Samurais que perdiam a sua honra ao não servirem um Daimyo e o direito de a restaurarem, através da sua própria morte, ou que recusavam restaurar a própria, tornando-se Ronins, guerreiros sem honra.

Segue-nos no Google News

O título Rise of the Ronin permitirá acompanhar a jornada de um jovem Ronin durante o Japão do final do século XIX, um país devastado pela guerra e confrontado pelo avanço tecnológico do Ocidente. O novo título Team Ninja foi analisado numa PlayStation 5 Standard, o que permite a classificação entre 0 a 10 valores vários aspetos importantes do título, como a narrativa, a jogabilidade e combate, a ambientação, e a qualidade gráfica e desempenho, dando no final o veredito, que tem por base os aspetos já referidos.

Narrativa — a honra ficou no passado

Como acima referido, o novo Rise of the Ronin situa-se na segunda metade, ou quase no final, do século XIX. Os jogadores têm a oportunidade de visitar Edo, atualmente Tokyo, num período histórico em que o Japão é um país devastado por guerras, instabilidades políticas e o avanço tecnológico do mundo Ocidente, estando o destino da nação nas mãos de um jovem Ronin que descobre o seu caminho.

Antes de iniciarem a jornada do jovem Ronin, os jogadores têm a oportunidade de criarem/personalizarem o mesmo, assim como o seu Twin Blade. A narrativa do título apresenta-nos duas crianças, um rapaz e uma rapariga, cujo lar foi destruído na sua infância, tendo estes sido acolhidos por uma sociedade de Ronins que fez deles Twin Blades (Irmãos de Espadas), sendo agora estes as personagens de cada jogador.

Logo após a personalização das personagens, o jogo introduz-nos a uma pequena missão para matar alguém importante que rapidamente nos revela, de forma muito direta, clara e atraente, todo o título e a base da narrativa. Durante esta, os jogadores irão conhecer inúmeras figuras históricas da época, juntarem-se a uma de duas facções, e forjarem o seu destino na sua épica missão.

A narrativa do título é bastante impressionante a recriar e a mostrar um Japão do passado. Esta, apesar de ser fictícia, mantém-se fiel aos acontecimentos que marcaram o Japão na segunda metade do século XIX, revelando que os anos finais do Bakumatsu e a chegada das inovações tecnológicas do Mundo Ocidental foram um período difícil para a nação asiática.

Ao longo da sua jornada, os jogadores vão ter de tomar decisões, algumas difíceis, o que poderia ser interessante e permitir ao título ter inúmeros desfechos, mas as decisões que os jogadores tomam durante a sua jornada pouco ou nada influenciam a narrativa e o desfecho da mesma, sendo esta mecânica inútil para a narrativa.

Ao mesmo tempo, qualquer que seja o Ronin controlado pelos jogadores, este é praticamente mudo, não tendo muitas falas durante cutscenes, o que retira muito impacto à narrativa, à nossa própria personagem e ao próprio título, juntamente com as escolhas que nada acrescentam à narrativa. Isto faz com que eu, enquanto jogador, não me sinta a mim próprio muito presente ou relevante no título, nem tenha muita compaixão pelos acontecimentos marcantes da narrativa, por não me sentir a mim ou à minha personagem presentes na mesma.

O facto das nossas personagens serem personalizáveis também não ajuda a esta causa, pois estas e grande parte das suas jornadas deixam de ser memoráveis, por haverem inúmeras versões diferentes de mim mesmo, o que faz com que acontecimentos que me afetem a minha personagem não me afetem a mim emocionalmente.

Ao mesmo tempo, a narrativa presente em Rise of the Ronin é muito confusa, pelo que pode ser difícil acompanhar a mesma na sua maioria. Ao mesmo tempo, esta também pode ser um pouco esquecível, pelo que se os jogadores se afastarem desta por algum tempo para explorarem o mundo onde se encontram, podem não recordar-se de acontecimentos passados quando voltarem a seguir o objetivo principal.

A adição de um sistema de co-op podia ter sido uma excelente adição ao título, ao me permitir jogá-lo com amigos mas, infelizmente, desapontou-me por só me permitir fazer algumas missões com os mesmos. Ao fazer uma missão co-op, os jogadores terão depois de realizar inúmeras missões sozinhos até que uma nova missão de co-op seja desbloqueada, pelo que mais vale jogar o título a solo.

As missões co-op podem também ser feitas com um aliado controlado por inteligência artificial, ou pelos jogadores pois estes podem alternar entre personagens durante as missões, sendo que os inimigos focarão também o próprio e não apenas os jogadores, o que é bastante positivo. Estes aliados são personagens secundárias da narrativa que os jogadores irão conhecer e ter a possibilidade de combater ao seu lado ao longo da mesma.

Existem também inúmeros tipos de missões secundárias diferentes à disposição dos jogadores e, quando abrimos o mapa de Edo este faz-nos lembrar um título Open-World da Ubisoft. Isto dá uma certa riqueza ao título e varia um pouco a rotina do jogador dentro deste mas, ao mesmo tempo, afasta-o da narrativa principal e, as recompensas disso não são muitas vezes interessantes.

Uma boa adição ao título, por parte da Team Ninja, é um sistema que permite revisitar momentos e missões passadas da narrativa, simplesmente para reviver os mesmos ou para tomar diferentes decisões. Este sistema é fantástico pelo facto de me permitir variar certas escolhas do passado sem ter de repetir toda a narrativa do título, mas para ser honesto eu não fui o maior utilizador do mesmo.

Na sua maioria eu gostei bastante da narrativa que Rise of the Ronin tem para oferecer, assim como de viajar no tempo para o Japão do século XIX. Apesar disto, esta podia ser muito mais memorável e marcar-me mais emocionalmente, não o conseguindo pelas muitas razões acima referidas, o que é uma pena.

Jogabilidade e combate — pacientes e coordenados, como um Ronin

No seguimento da nossa jornada pelo futuro do Japão enquanto Ronins temos de analisar a jogabilidade presente no novo Rise of the Ronin que, sem grandes aprofundamentos, segue as pisadas de outro título aclamado da Team Ninja, o famoso Nioh 2, e por consequente as pisadas da From Software e da sua aclamada e lendária franquia Dark Souls.

O recente Rise of the Ronin enquadra-se perfeitamente na categoria de um Soulslike, apesar de ser categorizado com um RPG de ação jogado na terceira pessoa, pelo seu complexo sistema de combate. A sua jogabilidade tira fortes inspirações de jogos como Dark Souls e Sekiro: Shadows Die Twice, ambos da japonesa From Software. Ao mesmo tempo, tira forte partido de popular Ghost of Tsushima, também exclusivo da PlayStation.

Assim como inúmeros outros títulos RPG, Rise of the Ronin oferece aos jogadores diferentes tipos de armas, divididas por raridades como em qualquer outro jogo RPG. Dentro destas armas temos, por exemplo, a famosa Katana (a fiel arma de um Samurai), Paired Swords (duas espadas), uma Odachi (lança de alto dano), Western Saber (espada europeia), entre mais algumas opções.

Esta enorme variedade é, na minha opinião, uma excelente abordagem ao sistema de combate do título por parte da Team Ninja, pois permite que diferentes tipos de jogadores desfrutem do combate presente neste título, pois nem todos jogam da mesma forma. Diferentes armas permitem que mais jogadores desfrutem deste título à sua maneira pois torna-o mais aberto, ou acessível, a todos.

Juntamente com uma enorme variedade de armas existem também diferentes estilos de combate. Diferentes estilos de combater os nossos inimigos beneficiam mais de armas especificas aos mesmos, o que aumenta o dano dos jogadores, mas qualquer arma pode ser combinada com diferentes tipos de luta, o que permite uma maior variedade de estilos de jogabilidade e um título mais aberto e acessível a todo o tipo de jogadores, o que é fantástico por fazer deste jogo muito inclusivo, neste sentido.

Diferentes tipos de armas apresentam diferentes tipos de luta disponíveis e modos de as usar em combate como, por exemplo, a Katana apresenta até oito estilos de combate diferentes. Os jogadores podem equipar duas armas diferentes, ao mesmo tempo, e alternar entre eles durante combates, o que torna cada luta diferente da anterior.

Os jogadores têm ainda à sua disposição diferentes armas secundárias, que podem alterar por completo o desfecho de qualquer confronto. Armas como arco e flecha, armas de fogo e até mesmo um lança-chamas são bastante satisfatórias de usar, podendo ser uma vantagem para quem as utiliza, pois os nossos inimigos também têm algumas destas.

A melhor maneira de cada jogador derrotar os seus inimigos é utilizarem um estilo de combate diferente daquele que cada inimigo utiliza, sendo que existem diferentes tipos de inimigos, cada um com diferentes estilos de combate. A variedade acima descrita estende-se para além do jogador, o que torna o combate de Rise of the Ronin ainda mais divertido e imersivo.

O combate vai mais além por ser um dos mais brutalistas e violentos de sempre, cheio de sangue e ação. Ataques críticos após a execução da mecânica de Counter Spark (Parry), uma habilidade de defesa e ataque ao mesmo tempo, permite aos jogadores executarem brutos e violentos finishers aos seus inimigos, desmembrando-os por completo, algo que aumenta o realismo do combate.

É possível melhorar os vários estilos de combate, expandindo o arsenal e habilidades de cada uma, através de um vasto menu. Ao melhorarem os estilos de combate que mais apreciam, os jogadores desbloqueiam novas formas de derrotarem os seus inimigos, o que traz mais variedade a este campo de discussão.

Como referido anteriormente, a jogabilidade do novo Rise of the Ronin é fortemente inspirada por títulos “Soulslike”, havendo presente neste título PlayStation os Veiled Edge Banners, o equivalente a Bondfires no Dark Souls. Estas irão regenerar os nossos Ronins e trazer de volta inimigos mortos. Existem também o Karma, o equivalente a Souls na franquia da From Software, que é perdido ao morrer e recuperável ao atacar o inimigo que causou o nosso temporário fim.

Ao mesmo tempo, a jogabilidade de Rise of the Ronin requer muita paciência ao obrigar os jogadores a terem de esperar ataques inimigos para contra atacarem. Também exige reflexos e respostas extremamente rápidas, assim como muita coordenação, muito pelo facto de muitos inimigos atacarem rapidamente, o que obriga os jogadores a se defenderem também de forma rápida e ágil.

Diretamente emprestada de Sekiro: Shadows Die Twice, ou até mesmo de Ghost of Tsushima, os jogadores têm à sua disposição uma “Grappling Rope”, que lhes permite atirar certos objetos contra inimigos ou subir a lugares de maior altura, o que dá aos jogadores vantagem sobre o inimigo por poderem retirar-se rápido de difíceis batalhas ou executarem ataques e finishers aéreos.

Rise of the Ronin não segue à letra múltiplos títulos Soulslike por ter presente um ajuste de dificuldade, o que na minha opinião é um bom acrescento ao título por permitir aos menos corajosos ou aqueles com menos paciência para repetirem os mesmos encontros múltiplas vezes não terem de o fazer.

A nova proposta da Team Ninja para a PlayStation 5 está repleta de bosses para derrotar, e apesar de estes terem diferentes ataques e mecânicas e serem muitos diferentes muitos uns dos outros, uma grande maioria dos mesmos não são muito difíceis de derrubar, o que degrada um pouco o título.

O “Stealth”, ou furtividade em português, está bem executado pela Team Ninja, mas não considero que se adeque muito a este título, sendo apenas mais adequado para algumas missões ou situações do título, e não no seu geral.  Permite matar inimigos mais fortes e difíceis sem dificuldades, notando-se uma clara inspiração no Jogo do Ano de 2022 (Elden Ring) ou do Jogo do Ano de 2019 (Sekiro: Shadows Die Twice), ambos da From Software, mas não se observa uma cópia chapada da mecânica.

Um grande problema com este título é o seu sistema de “Loot”, pelo facto da maioria dos inimigos largarem imenso, muito dele inútil, o que vai obrigar todos a passarem demasiado tempo no seu inventário a limparem o mesmo. Isto faz-me lembrar os primeiros dias de Cyberpunk 2077 quando os inimigos largavam imensas armas e armaduras inúteis.

A Team Ninja adicionou um sistema ao título para que o problema acima descrito não acontecesse, mas este não é muito eficaz, pelo que o problema vai ter de ser melhor resolvido. Os jogadores podem vender ou desfazer-se dos diferentes equipamentos ou armas por peças, mas talvez o melhor seja reduzir a quantidade de “Loot” largado por inimigos e missões.

Desta forma, a jogabilidade e o combate do novo Rise of the Ronin são bastante impressionantes de contemplar, apresentando variadas formas de jogar o título e divertidas maneiras de acabar com os nossos inimigos. Mesmo assim, existem algumas questões que valem a pena ser melhoradas por parte dos desenvolvedores do título, mas de forma geral aprecio bastante o trabalho da Team Ninja nestes dois aspetos do título.

Ambientação — um Japão de cortar a respiração

A nossa jornada está quase a terminar, mas não acaba sem antes discutirmos a ambientação presente em Rise of the Ronin. Como já referi múltiplas vezes, este título decorre na cidade de Edo (atualmente Tóquio), no Japão, durante a segunda metade do século XIX.

Segundo estas circunstâncias, Rise of the Ronin apresentamos um Japão bastante desenvolvido, mas também muito rural, com uma forte aposta na sua arquitetura tradicional imperialista. As influências do mundo ocidental são claramente visíveis, não só pela chegada dos navios negros como por muitos edifícios com arquiteturas claramente europeias.

A ambientação presente neste título é de cortar a respiração. Assim que somos largados no mundo aberto do título, observamos uma paisagem extremamente rural e de grande elegância, conseguindo observar uma pequena aldeia, muita vegetação de diferentes tipos e algumas pessoas, umas com melhores intenções do que outras.

É também possível, desde o momento acima descrito, reparar na mudança de estação, pelo que algumas das muitas arvores da paisagem apresentam folhas de tons alaranjados até mais avermelhados. Durante a jornada do nosso Ronin vamos depararmo-nos com diferentes estações do ano, sendo que muitas alteram a ambientação, tornando esta mais rica e variada, não havendo muita monotonia na própria.

É bastante agradável passar algum tempo nas pequenas aldeias do título, pois estas e as construções presentes nas mesmas são muito exploráveis, o que nos permite apreciar a peculiar e indistinguível arquitetura japonesa mais rural, com as suas tradicionais habitações de um piso elevadas ligeiramente do solo.

Rapidamente saímos do campo e entramos na cidade, principalmente se usarmos o sistema de viagem rápida (Fast Travel) com frequência, observando grandes edificações como palácios japoneses, que já faziam o uso de pedra, ou grandes pontes. Nestas, a arquitetura japonesa tradicional imperialista é bastante visível e, bastante impressionante.

As diferentes alterações climáticos são elementos muito bem concebidos para o mundo de Rise of the Ronin, como chuvas ou quedas de neve, pelo que é magnífico experenciar estes elementos enquanto jogamos pois alteram por completo o cenário, transmitindo uma experiência completamente diferente aos jogadores.

Também elementos como o fogo ou a destruição de objetos de cenário estão muito bem concebidos para este título, pelo que também ter estes elementos presentes durante o jogo eleva este a outro nível, tornando o mais real e muito imersivo, como em inúmeros outros títulos do gênero.

Um outro aspeto quer vale apena mencionar aqui é o tipo de grafismo (tipo de gráficos) escolhido pela Team Ninja para o título. O grafismo presente em Rise of the Ronin é muito próximo, ou até o mesmo tipo, de muitos títulos japoneses. Ao ser distante do utilizado em Ghost of Tsushima, por exemplo, sinto que fornece aos jogadores uma experiência mais japonesa aos jogadores, elevando a experiência japonesa que a ambientação transmite a um nível de maior emissividade e realismo, o que para mim é fantástico e, mais uma vez, de cortar a respiração.

A nossa jornada está quase a chegar ao fim e, para a concluirmos, resta-me apenas referir novamente o quanto de cortar a respiração a ambientação presente em Rise of the Ronin é, não só pela sua fieldade ao Japão do século XIX, visível na arquitetura japonesa apresentada pelo título, mas também pelo seu grafismo, que permite a um título focado na cultura japonesa oferecer uma experiência mais japonesa, e por esta poder fornecer diferentes experiencias visuais aos jogadores com as mudanças de estação e elementos naturais.

Qualidade gráfica e desempenho — a PS5 está à altura da jornada

De maneira a concluirmos a nossa jornada pelo Japão da segunda metade do século XIX resta-nos observar de que forma o Rise of the Ronin se comporta na PS5, analisando assim a qualidade gráfica e o desempenho do título na plataforma para a qual este foi lançado e jogado.

Ao iniciarmos o jogo pela primeira vez, este dá-nos a opção de escolher entre três diferentes modos, sendo estes o modo Performance (60fps), o modo Quality (30fps) e o modo de Ray-Tracing (30fps), que tenta elevar o modo Quality a um nível mais alto e exigente.

Ao analisarmos e compararmos a qualidade gráfica dos três modos, a diferença entre todos não é enorme. Ambos apresentam uma enorme qualidade gráfica e poder de renderização, sendo as diferenças entre eles visíveis no detalhe de objetos, nas sombras e ainda na iluminação do mundo apresentado pelo título.

Os modos Quality e Ray-Tracing são muito semelhantes na sua qualidade gráfica, sendo as diferenças entre eles as reflexões, as sombras e a iluminação global que são visualmente superiores e mais realistas no modo Ray-Tracing. Entre estes dois modos e o modo Performance são notáveis diferenças no detalhe de objetos, mas durante o tempo de jogo de cada um pouco ou nada os jogadores notarão diferenças notáveis, a não ser que parem para observar.

O modo Performance prioriza o 1080p, enquanto que os modos Quality e Ray-Tracing podem ser dinamicamente escalados para o 1440p, havendo sinais de reconstrução do TAA. Ao mesmo tempo, existe a possibilidade de desbloquear o bloqueio de 30fps nos modos Quality e Ray-Tracing, dependendo do monitor ou TV de cada um, enquanto que o modo Performance é fixo a 60fps.

Para além disto, todos os três modos podem ser dinamicamente escalados e, dessa forma, jogados a 4K@30fps, para os modos Quality e Ray-Tracing com bloqueio de frames, ou 4K@60fps, para o modo Performance. Como referido acima, a regra de desativar o bloqueio de frames também está disponível para os modos Quality e Ray-Tracing a 4K, sendo que ambos apresentam uma taxa de variação de 30-60fps.

No que toca ao desempenho dos três modos na PlayStation 5, estes não apresentam grandes quedas de fps, problemas de lag ou até mesmo bug significativos. Todos os modos estão bastante bem otimizados para a consola da Sony, não tido quaisquer problemas durante o meu tempo de jogo.

O modo Performance mantém-se sempre muito perto dos 60fps, variando muito entre os 50-60fps, tendo pequenas quedas de frames. Este modo pode também variar entre os 40-60fps quando o título é obrigado a carregar muita informação. Os modos Quality e Ray-Tracing rodam ambos a 30fps, variando entre os 25-31fps, podendo também variar entre 30-60fps quando o bloqueio de frames é desligado.

Desta forma, a PlayStation 5 está preparada para a nossa jornada, na medida em que o novo Rise of the Ronin se encontra bem otimizado, a nível gráfico e a nível de desempenho, apresentando bons resultados na consola da gigante japonesa. Mesmo assim, melhorias com futuras atualizações podem ser feitas ao título por parte da Team Ninja.

Veredito — o título mais ambicioso da Team Ninja

A nossa jornada chega agora ao fim com todos os pontos acima analisados, podendo afirmar que o novo Rise of the Ronin é uma excelente aposta da Team Ninja para a PlayStation 5, sendo este um dos melhores jogos produzidos pelo estúdio até hoje e um excelente exclusivo PlayStation 5.

Rise of the Ronin apanhou-me completamente desprevenido, pois eu não sabia de que tipo de título este se tratava e, para ser honesto, não fui o maior fã do jogo nas minhas primeiras horas de teste. Mesmo assim, o título acabou por me surpreender bastante pela positiva, sendo um dos jogos que mais tenho viciado nos últimos dias, não conseguindo parar de o fazer.

Antes de atribuir uma classificação ao título, gostaria de agradecer à PlayStation Portugal pela oportunidade de poder jogar este fantástico título e, ao mesmo tempo, dar os meus parabéns e aplausos à Team Ninja e à PlayStation pelo trabalho colocado neste título e pelo seu lançamento.

O novo Rise of the Ronin é o título mais ambicioso da Team Ninja e um dos melhores já feitos pelo estúdio, recebendo assim esta pontuação, havendo espaço para melhorar este nos meses que aí vêm. Mesmo assim, recomendo a todos os que ainda não o adquiriram ao fazê-lo pois vale a pena passar inúmeras horas a viver uma jornada inesquecível de um jovem Ronin num Japão de cortar a respiração.

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Pedro Souto

Fascinado por videojogos, adora uma boa música e é interessado em tecnologia.

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