Tom Clancy’s The Division 2 — Private Beta: Primeiras impressões

9 de Fevereiro de 2019
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Nostalgia o sentimento presente ao ter jogado este último título, The Division 2, ainda para mais, por tê-lo testado em um computador. Quando exprimentamos um fantástico jogo, quantos de nós pensam logo num próximo título? Esperamos que o próximo seja melhor certamente, mas por vezes somos surpreendidos pela positiva.

Confesso que tinha alguma dificuldade em imaginar uma alternativa para o antigo The Division que era bom o suficiente para que, para mim, pudesse ser bastante melhorado. Claro, existem sempre pequenas alterações, mas acho que de um título para o outro a diferença é notória.

Enquadramento histórico

The Division II contextualiza-se sete meses após os eventos ocorridos em Manhattan, em The Division I. O longo inverno, as ruas cobertas de neve em Nova York e o tempo festivo ficaram para trás.

Entretanto, as tensões estão no seu ponto mais alto, pois a Gripe que começou num Dólar espalhou-se por toda a costa este e devastou uma das cidades mais famosas da América do Norte. Enquanto isso, o sol de verão é intenso, o calor é palpável e, com a passagem do tempo, a natureza começou a reconquistar a cidade. Se a cidade de Nova York cair, os Estados Unidos da América caem com ela.

Os civis da cidade uniram-se em assentamentos, refúgios que agora estão sob cerco. A sombra de uma guerra civil ergue-se e você terá a função de garantir que não chegará a esse ponto caótico.

Contrariamente ao anterior jogo, a natureza cobrou o seu preço desde o começo da epidemia, com áreas inundadas e agora cobertas por erva e mata pelas quais tem que passar. Bairros abertos e residenciais, com linhas de visão mais longas e quarteirões mais espaçosos contrastam com densas áreas comerciais.

Ambientação

A fauna, a flora, as cidades e as vilas são importantes elementos do jogo que completam o ambiente. Cada local foi pensado e adaptado para a região em que se encontra o jogador e para determinada localização.

A ‘Dark Zone’, ou melhor, as Zonas Cegas, em português e porque são mais do que uma neste novo título. Estão disponíveis três ‘Dark Zones’ em The Division 2: ZC Leste, Sul e Oeste, e terá acesso a elas perto do início da campanha. Estas zonas de The Division 2 são áreas de PvE/PvP seja com facções inimigas provenientes de NPC’s ou jogadores revoltosos. Assim como no The Division, o objetivo com as ‘Dark Zones’ é estimular a socialização entre jogadores e promover um clima de tensão, semelhança com um cenário real de contágio.

Ao contactar com a Private Beta, notei um conceito interessante da cidade Nova York, contudo, pude denotar alguns problemas de texturização de imagem, onde é possível verificar à priori um efeito 2D transformado em 3D de alguns objetos, o que poderá parecer estranho para uma franquia como a de The Division. Espero que tenha sido apenas uma impressão minha e que isto melhore na versão final. No entanto, é notável o trabalho nas melhorias de gráficas, na qualidade de algumas texturas e na ‘cor’ adicionada ao jogo. A presença de cores mais acolhedoras remontou um pouco a Watch Dogs 2, em que todo o conceito de ambientação é mais quente, não poderia ser o contrário de um cenário passado 7 meses após o Natal de The Division.

O aumento dos números de elementos citadinos como veículos, pessoas afetas pelo vírus, objetos, bem como, o aumento da largura das ruas e estradas, que caracteriza bem a cidade de Nova York e disponibiliza maior ação e imersividade ao jogo, não condicionando o jogador a pequenos espaços, como no jogo anterior. Afirmo com certeza que este aumento, desencadeou uma noção de riqueza ao cenário – que, apesar de caótico, é motivante e cativador para um apreciador deste tipo de jogos.

Jogabilidade

Ao nível da jogabilidade, é possível verificar algumas melhorias no motor gráfico, que poderão não parecer tão evidentes face à versão atualmente disponibilizada, uma ‘closed beta’/private beta. Para além disso, o facto de ter jogado o primeiro jogo numa consola PS4 também poderá ter influenciado. Um aspeto interessante, foi adição de um movimento de retaguarda, em que o personagem meio que se flete parecendo que se encontra a proteger a retaguarda, algo bem idealizado e localizado no contexto de jogo.

O manuseio das armas também foi um aspeto melhorado em relação ao primeiro título, potenciando uma maior qualidade e precisão de tiro. Ainda que tendo contactado com poucas armas, o tempo de utilização foi bem aproveitado.

Em The Division, o jogador era simultaneamente iniciante tanto no título como na SHD. Contudo, ainda que o personagem seja novo em The Division 2, o começo não é de iniciantes na Strategic Homeland Division (SHD). O personagem é um Agente estabelecido dentro da organização, tendo à disposição as habilidades daqueles que foram ativados antes. Você luta pela continuidade do governo durante casos de emergência, e este pedido de socorro é maior do que qualquer outro. A “tradicional” consola da SHD, com uma voz modificada que o alerta para a presença de inimigos manteve-se praticamente inalterada, aspeto interessante uma vez que é uma das maiores atrações e individualidades desta franquia.

Força, Poder e Grandeza são os três importantes pilares da nova fação de The Division II. Acumulando às anteriores fações inimigas existentes, os Herdeiros – uma antiga unidade da JTF que virou um grupo paramilitar. Ao se tornarem num grupo radical de rebeldes e criminosos treinados determinados a eliminar todos os seus inimigos e rivais em busca de dominação. Uma disciplina brutal combinada com a facilidade de matar são suas marcas registradas, resultando em uma fação altamente coordenada e excessivamente perigosa. Segundo eles, os Estados Unidos foram fundados com sangue e será com sangue que uma nova sociedade surgirá. Custe o que custar, os Herdeiros estarão no topo da cadeia alimentar.

Personalização

Contrariamente ao visto no primeiro título, The Division II apresenta uma nova abordagem ao sistema de personalização. Enquanto em The Divison, quase todos os elementos do rosto podiam ser personalizados a gosto, a sequela, The Division 2 recorre a um sorteio de personagens que vão alterando alguns elementos entre si, como cabelo, boca, raça e sexo – pelo menos na private beta, claro.

Quando falamos de armamento, The Division 2 apresenta as seguintes categorias e personalizações:

  • Rifles de assalto
  • Rifles de precisão
  • Submetralhadoras
  • Escopetas
  • Metralhadoras leves
  • Pistolas
  • Rifles

Segundo a equipa de desenvolvimento, neste novo título, procurar-se-á enaltecer as qualidades das armas exóticas, principalmente a nível de design de modo a diferenciá-las das restantes armas banais.

As granadas têm agora funções mais restritas por níveis, ou seja, existem pelo menos 4 tipos de granadas. A do início de jogo que são as granadas de mão comum, as granadas de concussão. Após o nível 30, os jogadores terão à sua disposição mais 3 categorias, que funcionam como pesquisa.

  • Granada atordoante: Atirador de elite (Categoria 1)
  • Granada incendiária: Demolidor (Categoria 2)
  • Granada de fragmentação: Sobrevivencialista (Categoria 3)

O sistema de modificação das armas foi restruturado não sendo agora adquirido através de roubo de equipamentos aos inimigos, mas sim através de pesquisa, evitando irregularidades e enfraquecimento do dinamismo entre jogadores. Ao contrário de The Division, as modificações terão atributos fixos, e serão os mesmos para todos. Entretanto, além de atributos positivos, também teremos atributos negativos. Por exemplo, um pente aumentado terá mais balas, mas também terá velocidade de recarga reduzida porque ele é maior e mais pesado. O objetivo é ter um sistema de desbloqueio em que você escolhe as modificações com base em preferência pessoal, enquanto tudo continua equilibrado.

Como consequência de uma reformulação das componentes associados às armas, também o sistema de talentos de cada arma do personagem foi reformulado, trazendo consigo novos talentos importantes que poderão melhorar a sua experiência com cada arma dentro do jogo. “O seu propósito é facilitar a compreensão dos talentos e usá-los da forma mais eficaz”, como refere a equipa de desenvolvimento.

Features

Com a melhoria do sistema de personalização de armas e respetivas funcionalidades, a importância de uma atualização dos equipamentos disponibilizados a cada agente foi importante no sentido de beneficiar e tornar mais interessante um novo título da franquia.

  • O Lançador Químico – uma habilidade que foi introduzida com diferentes categorias, entre elas, a inflamável, a espuma antimotim, a oxidante (que destrói equipamentos inimigos) e a protetora (que serve para ajudar na regeneração dos seus aliados).
  • O ’Drone’, elemento que conta com 5 categorias, entre elas, agressor, defensor, estratega, bombardeiro e reparador – para que tenha uma experiência única de utilidade neste novo título.
  • A Colmeia, potente elemento tecnológico que contém microdrones que afetam os seus inimigos de diferentes formas.
  • A, tradicional, Mina Guiada que, sendo bastante útil continua neste novo jogo, modificada (esperemos que para melhor).
  • A Torreta, também ela conhecida do jogo anterior e muito útil até ser destruída por um pontapé do inimigo 😊.

As Zonas Cegas ou ‘Dark Zones’ também contam com algumas alterações, entre elas, a inclusão de um estatuto mais alargado a cada jogador da Dark Zone.

  • Status de Traidor – para todos os jogadores que se tornando rebeldes, procurarem roubar, ser ambiciosos ao ponto de hackear sistemas aliados para ganhar recompensas – grau mais fraco.
  • Status de Revogado – para todos aqueles que matarem Agentes no terreno de forma atroz e sem piedade, a grande maioria dos fãs.
  • Status de Caçado – título atribuído aos jogadores mais traidores, procurados normalmente pela SHD, são oferecidas recompensas pela sua captura e neutralização – grau mais forte.

As séries de confronto voltaram a The Division 2 com o PvP organizado, onde os jogadores que adoram um intenso e direto PvP irão ficar satisfeitos com o Confronto na área destinada ao mesmo. Essencialmente, este tipo de PvP fornece uma oportunidade dos jogadores de se enfrentarem em arenas sem a I.A. atrapalhando os combates. Os jogadores são divididos em dois modos de PvP organizado, a Dominação e o Conflito.

Private Beta

O conteúdo disponibilizado durante esta versão aberta a alguns jogadores mostra diversas das potencialidades indicadas anteriormente.

A versão conta com duas missões principais disponíveis, a Grand Washington Hotel e a Jefferson Trade Center, onde é oferecido uma pequena porção de uma emotiva e fascinante narrativa. Ao explorar Washinton, deparar-se-á com cinco missões secundárias opcionais.

  • Empire Autumn Hotel
  • Reféns da Biblioteca MLK
  • Arquivo Nacional
  • Departamento de Justiça
  • Quartel-general do FBI

Para além das referidas, será possível explorar partes de sete zonas especiais, cada uma com uma variação específica de nível mostrando a dificuldade ao explorar o mundo:

  • A Casa Branca
  • Downtown East
  • Federal Triangle
  • East Mall
  • Última Epifania
  • 1040
  • Zona Cega Leste, a maior de todas as três Zonas Cegas: jogadores usam armas de longo alcance em parques públicos abandonados. Você consegue acesso à missão de introdução da ZC Leste com Senait Ezera, a nova NPC da Zona Cega na Base de Operações, depois de concluir o Jefferson Trade Center. Concluir esta missão de introdução concede acesso total à Zona Cega e aos seus recursos.

Concomitantemente, o jogo disponibiliza neste momento um modo fotográfico para todos os jogadores que quiserem guardar os seus melhores momentos a bordo desta versão, ainda que closed beta (com alguns bugs e glitches), mas simplesmente surpreendente.

Opinião

Tendo em conta a preliminar versão disponibilizada, não existe uma opinião sólida, restando apenas algumas observações importantes.

O progresso e experiência adquiridos com o primeiro The Division foram notórios, demonstrando o grande potencial que esta franquia Tom Clancy’s poderia ter numa abordagem diferente. Com um grafismo e um enredo estranhamente interessante, admito o meu especial fanatismo por esta equipa.

Apesar de alguns problemas evidentes, desde as figuras 3D de alguns objetos que estão pouco polidas, ao “frame-drop” ocasional que se fez sentir, bem como, a pequenos bugs em que NPC’s passavam através de escadas ou paredes.

A parte de tudo isso, as missões têm se demonstrado interessantes e mais diversificadas, servindo de base para uma imersividade e descontração na certeza que aparecerão conteúdos diferenciados.

A introdução de novas armas vai, certamente, equilibrar alguns modos de jogo e possibilitar que a maioria dos jogadores tenha chances mais elevadas de ser bem-sucedido. Por agora, irei aproveitar tudo o que a Beta tem para oferecer até ao dia 11 de fevereiro.

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