O novo motor 1.7 dCi. turbodiesel da Renault

As tradicionais motorizações 1.5 dCi e 1.6 dCi eram um símbolo da Renault. Agora, a marca prepara um novo motor diesel que irá substituir o atual 1.6 dCi.

O novo motor de 1.7 litros acrescenta mais 100 centímetros cúbicos ao anterior 1.6 e oferece uma potência de 120 a 160 cv e algumas melhorias.

1.7 dCi, o novo motor da Renault

Motorizações anteriores da Renault

Fazendo uma pequena revisão, recorda-se de que o mais velho 1.5 dCi estreou-se no mercado em 2001, a bordo de gerações anteriores do Clio, Mégane e da Kangoo. Todos equipados com um pequeno turbocompressor e com a primeira geração dos injetores Common Rail, operando a uma pressão máxima de 1400 bares. Conhecido como “K9K” (código da motorização), o motor veio para substituir o anterior bloco de 1.9 litros, que desenvolvia uma potência entre 65 e 70 cv (velocidade máxima entre 160 e 170 km/h, dependendo do tipo de automóvel).

Alguns anos mais tarde, em 2005, a variante será substituída por uma motorização conhecida como “K9K THP” e equipada com uma VGT, a segunda geração de injecção directa do sistema e com o aumento da pressão para 1600 bares com o objetivo de render potências máximas de 100, 105 e 110 cavalos.

No capítulo dos motores diesel, a Renault tem actualmente duas unidades na gama média, o 1.5 dCi menos potente e mais antigo, apesar de continuamente renovado, e o 1.6 dCi, mais recente, moderno e potente. Curiosamente, a marca francesa já anunciou que não vai adaptar esta que é a sua melhor unidade neste segmento, a 1.6 dCi. E o 1.5 dCi avança, resta saber até quando, uma vez que a marca do losango está apostada em manter a oferta de motores a gasóleo, mas quer fazê-lo com unidades mais potentes, com menores consumos e emissões a condizer.

O progresso e as inovações da marca francesa

Esquema representativo do moto 1.7 dCi a diesel

A nova aposta da marca gaulesa é muito mais inovadora do que as atuais motorizações que, embora possam atender à norma Euro 6d Temp, são ineficientes à próxima medida, a Euro 7. A intenção da Renault é estar na frente de toda a concorrência na medida do possível.

Os novos motores, conhecidos internamente como “R9N”, de 1.7 dCi com uma cilindrada de 1,698 centímetros cúbicos- e rendimento de potência máxima de 120, 150 e 160 cavalos, graças a toda a tecnologia anteriormente usada, em conjunto com alguns componentes de optimização e a adição de um catalisador SCR seletivo e de um depósito de AdBlue (reduz as emissões de NOx), torna-se a primeira motorização no mercado a superar o futuro padrão de emissões Euro 7 que entrará em vigor de 2020 a 2021, uma regra que, de acordo com a marca francesa, poderia reduzir para metade os limites da produção de NOx para 40 miligramas por quilômetro.

A nova unidade será disponibilizada praticamente em toda a gama (excepto o Clio), do Mégane ao Talisman, passando pelo Scénic e Grand Scénic, Kadjar, Koleos e Espace. E, tal como tem acontecido até aqui, com os 1.5 dCi e 1.6 dCi, também o 1.7 dCi animará uma série de modelos da Mercedes, dos Classe A, B e C aos SUV mais pequenos.

Fonte: Motor.es com atualização do Observador

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