Ethereum: o que é e para que nos serve?

Em tempos de confinamento e de um aumento muito significativo das transações online, têm sido também frequentes as notícias de fraudes de vária ordem e as criptomoedas não foram exceção.

Só na última semana o FBI denunciou uma série de golpes envolvendo criptomoedas. Um deles, por exemplo, faz referência ao pagamento por equipamentos de tratamento à COVID-19 que não existem ou curas que não são provadas cientificamente. Noutro, os criminosos dizem que vão tornar públicas informações confidenciais da pessoa e também infetar familiares e amigos com o coronavírus, se não for feito um determinado pagamento em criptomoedas.

Para quem tem intenções duvidosas, é fácil esconder-se por detrás da complexidade do tema, o que também faz com que as criptomoedas ainda possam ser vistas como um investimento incerto.

A tentar contrariar esta imagem e procurando valorizar a sua existência face à moeda convencional, surge, em segundo lugar na lista de criptomoedas com maior valor de mercado, a Ethereum (ETH) – uma das moedas virtuais mais populares aliada à sua blockchain, Ethereum, que ganharam bastante popularidade na comunidade de financiadores de projetos neste contexto.

Convém referir que Ethereum e Bitcoin não são concorrência; ambas beneficiam com o crescimento da outra.

Com a Ethereum é possível emitir “ativos digitais” que se assemelham a títulos financeiros. Esses ativos são chamados “tokens”, e possuir um “token” é uma prova de que alguém é financiador de um determinado projeto. Os tokens podem ser adquiridos com moedas Ethereum.

Diversos projetos foram lançados com a distribuição de “tokens”. O valor de cada um é determinado pelos próprios criadores do projeto, que também ficam responsáveis por determinar o que cada comprador terá direito a receber – como direito de voto no projeto ou participação em lucros futuros, por exemplo. A Ethereum também serve para aplicar em contratos inteligentes, financiamento coletivo e outras aplicações descentralizadas.

A Ethereum foi criada em 2013 por Vitalik Buterin e foi apresentada ao público em julho de 2015. Os programadores procuraram uma forma de diferenciá-la da moeda comum e fazer com que as suas propriedades exclusivas se destacassem no seu próprio mercado.

Desde que surgiu já enfrentou vários altos e baixos, mas mesmo com o preço dos ativos em terreno instável, a rede blockchain da Ethereum está a crescer. E porquê?

Porque é mais simples: a Ethereum desenvolveu uma nova abordagem, uma nova plataforma e uma linguagem de script mais comum. O seu software permite que os consumidores executem qualquer programa, o que torna o processo de blockchain do Ethereum e das suas aplicações mais eficiente, além de que tem mais aplicações que a Bitcoin. A tecnologia de códigos não é controlada por qualquer indivíduo ou sistema central.

Porque é mais segura: a aplicação não pode ser desligada, está protegida contra fraude e hackers com a proteção da criptografia; não pode ser censurada, pois tudo assenta no princípio de tomada de decisão em grupo; terceiros não podem alterar nenhuma informação. O navegador Mist é a carteira digital para os utilizadores de Ethereum. Com ele as pessoas podem armazenar, negociar e gerir os seus contactos.

Preço e valor de mercado mais competitivo: o seu valor encontra-se na poderosa linguagem de programação de blockchain, chamada Solidity. O seu objetivo é ser totalmente diferente das outras moedas. Com o aumento das suas aplicações, houve uma elevada procura por Ether.

Resumindo, 30 grandes bancos, gigantes da tecnologia e outras organizações de dimensão mundial, incluindo a J.P. Morgan Chase, Microsoft e Intel, estão a unir-se para construir versões preparadas para negociar o software por detrás da Ethereum. A sua capacidade de registar e executar transações sem a necessidade de um intermediário, está a aumentar a popularidade desta mais recente moeda e tecnologia de blockchain entre os investidores.

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