Zita Seabra acusa PCP de espionagem

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A ex-dirigente acusa o PCP de espionagem a órgãos de poder na década de 80

Persona non grata no partido, Zita Seabra voltou a fazer declarações polémicas e a irritar o PCP. A  ex-dirigente comunista revelou que a antiga FNAC (Fábrica Nacional de Ar Condicionado) servia para o partido comunista colocar microfones nos aparelhos de modo a vigiar o Governo. Estas acusações referem-se aos anos 80. O empresário Alexandre Alves saiu em defesa da empresa acudando Zita Seabra de “ignorância absoluta”.

Expulsa do PCP em 1988, Zita Seabra voltou a fazer declarações contra o partido, desta vez a ex-dirigente acusa o Partido Comunista de espiar o Governo, na década de 80, através da colocação de microfones nos aparelhos de ar condicionado. Em declarações à SIC Notícias, Zita Seabra afirma que a empresa de ar condicionado FNAC era “estratégica e simpática” e que era financiada pela então RDA (República Democrática Alemã) “não por fabricar ares condicionados”, mas porque permitia “colocar microfones em sítios nevrálgicos”, explica o SOL. Seabra diz ainda que os funcionários da FNAC entravam “em tudo o que era gabinetes” facilitando a colocação dos aparelhos manipulados nos gabinetes do Governo, na década de 80.

Estas denúncias de espionagem por parte do PCP a órgão do Poder levaram à irritação do partido comunista que já se prontificou a afirmar que “essa pessoa não merece qualquer crédito” e que “as afirmações dessa pessoa, nesta como noutras matérias, não merecem qualquer crédito ou comentário”.

Em reposta às declarações de Zita Seabra, o empresário Alexandre Alves diz que “só posso rir-me, isto é de uma ignorância absoluta, porque de facto não faz sentido e é ridículo menosprezar milhares de engenheiros portugueses e em toda a Europa que eram clientes da FNAC”, mostra o Expresso. “Os aparelhos não vinham embalados e fechados, eram todos abertos e montados, metendo-se o tubo de cobre e o gás. Por isso, isto não faz sentido. Isto deve ser algum filme ou algum livro que deve estar prestes a sair”, disse tendo em conta a  condição de editora da ex-dirigente.

“Isto já não é politica, é baixa politica. Temos que ter respeito pelas pessoas e quem não tem respeito não é respeitado a seguir. Isto devia ser um principio que Zita Seabra deveria ter aprendido no partido. Ela há 20 anos que anda a vender o anticomunismo e isso não conduz a nada”, concluiu o empresário.

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