Renault mantém confiança no motor de combustão interna até 2030, mas eletrificado!

O segmento automóvel está em constante mudança, pelo que, a cada ano somos confrontados com inovação da técnica, da tecnologia e do próprio propósito do automóvel particular. Aliás, aquilo que sugere Luca de Meo, Presidente Executivo do Grupo Renault é que a Renault passa “[…] de uma empresa de carros que trabalha com tecnologia para uma empresa de tecnologia que trabalha com carros, fazendo pelo menos 20% da sua receita a partir de serviços, tratamento de dados e comercialização de energia até 2030”.

Esta afirmação coincide com o discurso do Presidente durante a apresentação do plano de restruturação do Grupo — o Renaulution — que pretende abranger o horizonte de 2025 e 2030 através de uma transição energética menos agressiva e mais cautelosa, aproveitando os regulamentos europeus para as emissões de gases poluentes diretos que ditam o fim parcial do ICE (motor de combustão interna).

Ao contrário daquilo que tem vindo a acontecer com diversos fabricantes que procuram apostar drasticamente na eletrificação do parque automóvel, a Renault demonstrou interesse em reforçar a sua posição no mercado dos veículos híbridos, até agora fortemente dominados pela Toyota e Hyundai (maioritariamente), seguindo-se pela Kia, Mercedes-Benz, BMW e Mitsubishi.

O plano estratégico da Renault passa por introduzir 10 veículos totalmente elétricos de um total de 24 novos modelos de viaturas até 2025. Isto significa que quase 50% dos lançamentos da marca serão veículos totalmente elétricos até esse ano. Contudo, Luca de Meo não pretende impor uma data para o fim do motor de combustão interna — ao pretender que, além dos 30% de veículos elétricos (existentes), o restante parque automóvel seja veículos full-hybrid (híbrido que permite deslocação em modo elétrico, mas é somente carregado pelo motor) e híbrido plug-in — com vista a tornar a “marca mais verde” da Europa até 2025.

Anunciado em 15 de janeiro de 2021 pelo CEO do Grupo Renault, De Meo, foi que o “Renaulution” iria abranger, oficialmente, os anos que se seguem até 2025, tendo como principal objetivo devolver a rentabilidade à comercialização de automóveis, contrariando aquilo que foi a prática do Grupo nos últimos anos — cujo enfoque foi a comercialização massiva por volumes com margens reduzidas —, mais recentemente, soube-se que o Grupo registou um prejuízo recorde de 8,08 mil milhões de euros durante o ano passado. Este projeto visa precisamente contrariar situações como esta, oferecendo maior solidez ao valor patrimonial do Grupo ao permitir fluxos de caixa positivos (com mais frequência).

Segundo o responsável da fabricante, esta não sente qualquer tipo de pressão por parte de outras marcas para cumprir com as metas das emissões, visto que consegue equilibrar as cotas de emissões poluentes com a vendas relâmpago do elétrico citadino, o Zoe. Ao contrário de diversas marcas que necessitam de adquirir cotas de outras fabricantes para poder continuar a operar sem sanções, a Renault (e outras marcas “limpas”) chega mesmo a vender cotas extra, visto que se mantém dentro dos parâmetros legais da União Europeia, pelo que, com o lançamento de novos veículos híbridos, o Grupo espera manter este cenário e evoluir positivamente.

O Euro7 irá ser a nova norma em matéria de motorizações para automóveis dos próximos anos, pelo que, informações da UE apontam para que a norma esteja a ser terminada a fim de ser publicada brevemente. Face à nova norma, Luca de Meo mantém-se otimista afirmando que “[…] o Euro7 significa a morte do motor de combustão interna tradicional sem eletrificação”, mas “[…] por causa da [tecnologia] e-Tech e por causa de nossa experiência em veículos elétricos, plataformas e tecnologia, a Renault está extremamente bem posicionada”.

Fonte Automotive News

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