WhatsApp quer proibir partilhas em massa

Um representante do WhatsApp no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Brasil quer proteger a aplicação das constantes críticas em período de eleições e quer proibir partilhas em massa.

O WhatsApp tem sido frequentemente associado à ascensão de Jair Bolsonaro a Presidente do Brasil no final de 2018, com muitos especialistas a considerarem que as notícias falsas espalhadas pelos serviços de partilha de mensagens em massa desempenharam um papel relevante durante as eleições.

O representante do WhatsApp, Thiago Sombra, descreve que a ideia é estender a proibição de propaganda eleitoral por telemarketing em apps de mensagens.

“A nossa sugestão é que essa proibição se estenda a ferramentas que oferecem mensagens eletrónicas em massa, automatizadas ou em forma de spam. Esta é a maior contribuição que acredito que o WhatsApp quer dar a estas eleições”, descreveu Thiago Sombra em audiência pública na passada quarta-feira, dia 27.

De notar que esta proibição de partilha de mensagens em massa não diria apenas respeito a serviços dedicados (os quais ainda não são regulamentados) mas a todas as ferramentas que permitam automatizar esse processo.

No ano passado tornou-se público que vários empresários que apoiavam o então candidato Jair Bolsonaro tinham financiado pacotes de disseminação de mensagens por grupos de WhatsApp contra o seu adversário. Na altura, era possível reenviar 20 mensagens de cada vez a grupos de utilizadores que podiam ter até 256 pessoas inscritas.

Este ano, os utilizadores do WhatsApp passaram a só poder enviar uma mensagem para cinco conversas de cada vez. A empresa disse que o objetivo era “limitar o abuso” no envio de mensagens em massa e proteger a privacidade do número de telefone dos utilizadores.

A minuta de resolução sobre propaganda eleitoral para o pleito do ano que vem traz, também, no seu artigo nono, a previsão de direito de resposta no caso de um candidato utilizar na sua propaganda eleitoral informação veiculada por terceiros sem antes verificar sua “veracidade”, salvo se tal informação tiver sido veiculada por “fonte de notória credibilidade”.

Fonte: LindenLink

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