Google obtém uma licença bancária: Bancos ganha um novo concorrente

A banca tem passado por tempos complicados nos últimos tempos, onde foi verificado diversas falências e só nos últimos dois anos é que começámos a verificar uma recuperação deste sector. No entanto, há novos desafios já ao virar da esquina, com as novas “fintech”.

E é nesta nova área de negócio que a Google quer entrar e já tem o necessário para isso. A Google acaba de obter uma licença bancária na Lituânia e esta licença vai permitir que a empresa norte-americana possa oferecer diversos serviços financeiro em todos os países da União Europeia.

Foi durante esta semana que mais uma “bomba” caiu no setor bancário, com o anúncio de que a gigante norte-americana obteve uma licença bancária na Lituânia, o que permite dar o primeiro passo no setor bancário, o que coloca todo o setor em alerta máximo, numa situação que já muito se falou e sobre o que gigantes como a Google podem fazer neste setor.

Com esta licença, a Google, neste caso o Google Payment que é a área da Google que obteve esta licença e que irá operar este serviço, a empresa dá o primeiro passo para se aproximar do que conhecemos como banco, apesar de não poder ser um banco tradicional e ter as suas limitações.

A partir de agora, o Google Payment pode processar pagamentos, remessas internacionais, depósitos e transferências bancárias. E, como obtém uma licença em espaço europeu, pode disponibilizar os seus serviços em qualquer país europeu. O mesmo tipo de licença que já foi obtida pelo Facebook na Irlanda e pela Amazon no Luxemburgo, e em ambos os casos com alcance europeu, mas as empresas ainda não estão a utilizar operar nesta área.

Ao Jornal de Negócios, Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, assinalou que as extensas bases de dados das gigantes tecnológicas, aliadas a uma assinalável capacidade analítica e de processamento de dados colocam grandes desafios aos bancos.
Estes, apesar da reputação e do valor fiduciário, têm “bases de dados limitadas geograficamente em comparação com as das empresas tecnológicas à escala global e assentam em sistemas ‘legacy’ pesados, que se caracterizam pela pouca agilidade”, referiu o governador, à data.

Fonte: El Economista

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