Zoom: o aplicativo de videoconferências que ultrapassou a Google e a Microsoft

Red Magic 6S

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. O mais recente surto pneumónico de coronavírus, Covid-19 que se tornou a pandemia do ano 2020 já provocou efeitos mais nefastos num curto espaço de tempo que a crise do subprime, de 2008.

Em consequência disso, foi decretado o estado de emergência em Portugal e em muitos outros países – levando a que se procurassem alternativas à frequência de aulas de estudantes por todos mundo; também a adoção do teletrabalho possibilitou que milhares de pessoas ficassem nas suas casas a trabalhar. Entre diversas aplicações que têm sido utilizadas nos últimos anos, o Skype, o FaceTime, o WhatsApp e o Microsoft Teams, surgiu recentemente o Zoom, principalmente por estudantes em todo o mundo e tem se mostrado promissora.

Conhecia a ferramenta? As chances de ter conhecido esta ferramenta é grande, sobretudo se estiver a estudar em casa, ou se estiver a trabalhar constantemente em contato virtual com outras pessoas.

O que é o Zoom Meetings?

O seu sucesso começou a ser construído em 2011, quando foi fundada em San Jose, nos Estados Unidos da América. Contudo, o seu uso foi catapultado, recentemente, pelas adoção de medidas preventivas de diversos milhares de pessoas que viu neste software uma alternativa de estabelecer contato e continuar a estudar ou trabalhar à distância.

Este sucesso já levou a que ultrapassa-se conhecidos aplicativos de videochamada no mercado, representando uma grande cota de utilizadores na Europa e nos Estados Unidos da América. A título de exemplo, para telemóveis, este é um dos aplicativos com maior número de downloads na App Store, da Apple, e ocupa o segundo lugar na PlayStore, do Android.

O destaque prendia-se com a possibilidade de reunir até um máximo de 100 pessoas numa “conferência” com 40 minutos de tempo limite, sendo que recentemente foi elimiada esta limitação. Isto demonstra as potencialidades do aplicativo, uma vez que não ocorrem grandes problemas durante a videoconferência. À parte da sua característica de ferramenta de trabalho, o Zoom torna-se também ponto de encontro para milhares de pessoas.

O que pode fazer com o Zoom Meetings?

As possibilidades são múltiplas. O anfitrião tem de ter uma conta registada, para que possa ser disponibilizado um link para a conferência agendada ou, em alternativa, o ID para que os convidados se possam juntar.

O que marca a diferença para outros aplicativos é o facto de, poder entrar como convidado sem ter de se registar. Isto, segundo dizem algumas pessoas, alivia o sistema e garante que a conferência fica menos sobrecarregada. Contudo, se a conexão não for um problema, podem e devem criar uma conta — para poderem ser também vocês anfitriões de uma videoconferência, se assim o desejarem.

Para quem trabalha, tem aqui a possibilidade de comunicar com departamentos de chefia em grupo, partilhando informações e outros programas. Além disso, podem interagir tanto por chat, video ou voz. Para os casos que não possam falar durante a videoconferência, poderão também acenar de modo a pedir permissão (funcionalidade do aplicativo). Seja convidado ou utilizador registado pode usar o chat como meio de conversa privada, podendo enviar mensagens para o destinatário pretendido, sem que outros elementos da conferência vejam o que escreve. A partilha de ecrã, tem a possibilidade de, além de partilhar um ambiente de trabalho para todos os elementos, conjugar numa interface, outros elementos, como outras câmaras — quase como um programa de streaming para o Youtube ou Twitch. Pode ainda incluir pequenas anotações que apenas acontecem no programa, mas que os convidados conseguem ver.

Para os estudantes, este aplicativo possibilita uma aula virtual quase substituta de uma aula presencial, na medida em que proporciona a imagem de um docente à qual estamos habituados, bem como, a imagem “do que se passa” (matéria, exercícios, etc…). Além disso, a possibilidade de múltiplas câmaras, permite para quem tem, possa mostrar mais do que um cenário do que se está a fazer. O chat pode ser bloqueado para que não haja spam de mensagens desnecessárias, por exemplo, numa explicação. Ou, por exemplo, ativo mas exclusivamente para o anfitrião, neste caso, o professor, afim do esclarecimento de dúvidas. Existe ainda a possibilidade, de gravação das conferências para, por exemplo, permitir que os estudantes possam rever aquilo que aprenderam se não tiver ficado bem percebido.

O alcance deste aplicativo é tão grande que, Randy Nelson, chefe do departamento de avaliação de tendências de aplicações móveis da Sensor Tower afirma que, “[…] globalmente, as instalações pela primeira vez do aplicativo Zoom aumentaram em 213% a semana passada, em comparação com a semana de 9 de Março, e 728% comparado coma semana de 2 de Março”, o que demonstra o volume de novos utilizadores todos os dias. A realçar, o facto de isto serem dados da procura em smartphones. Não nos podemos esquecer, que muitos utilizadores utilizam o Zoom Meetings em computador.

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