Honor já estará a preparar dois smartphones com os Google Mobile Services

Os smartphones da Honor devem ser conhecidos de muitos, já que era uma marca associada à Huawei, no entanto, como a Huawei foi bloqueada nos EUA, os smartphones com a marca Honor também sofreram as mesmas consequências. Dessa forma, no passado mês de novembro, a fabricante chinesa decidiu vender a Honor, para que a marca podesse seguir o seu caminho e, dessa forma, também fazer um bom encaixe financeiro que ajuda a Huawei nestes momentos mais complicados.

Não havia grandes dúvidas que com a separação da Huawei, a Honor poderia continuar o seu caminho, nomeadamente voltando a ter os Google Mobile Services e as aplicações da Google. Assim, os mais recentes rumores apontam no sentido que já se esperava, a fabricante chinesa Honor já estará a trabalhar nos “primeiros” smartphones com as aplicações da Google.

A informação foi divulgada pelo site russo Kommersant, de que os serviços do Google podem retornar aos smartphones Honor na primavera, o que é uma excelente notícia para a marca que ocupa o segundo lugar em vendas no mercado russo. Isso se tornou possível após a separação da marca da Huawei, que sofreu sanções dos EUA em 2019.

O lançamento de uma nova linha de smartphones Honor pode ajudar a marca a reforçar a sua posição, mas enfraquecerá a própria Huawei, pois privará parte de seu público da sua app store AppGallery, sendo que poderá fazer download da loja de aplicações, segundo duas fontes confirmaram ao site russo.

Um interlocutor próximo à empresa confirmou que os smartphones que entrarão no mercado após a separação da marca da Huawei (foi anunciado em novembro de 2020 que foi vendido para Shenzhen Zhixin New Information Technology Co.) não terão mais a AppGallery da Huawei, enquanto ele permanecerá em dispositivos lançados anteriormente. Honor planeja apresentar a nova linha na primavera, ela será lançada na Rússia, diz uma das fontes, não havindo, ainda, informação sobre o lançamentos desses mesmos equipamentos noutros mercados. Como seria de esperar, a Honor, Huawei e Google não comentaram esta informação.

Separação da Huawei permite dar novo rumo à Honor

Para garantir a sobrevivência da marca Honor, a Huawei decidiu, em novembro de 2020, vendê-la para um consórcio chinês. O custo do negócio não foi divulgado, mas, segundo a Reuters, pode ser de 15 mil milhões de dólares.

O acordo deve permitir que a Honor opere sem as restrições impostas à Huawei.
Por isso, Honor já está negociando com a americana Qualcomm a utilização de seus processadores com suporte para o novo padrão de comunicação 5G, informou a GSMArena em dezembro.

O analista do Mobile Research Group, Eldar Murtazin refere que o abandono da marca do ecossistema AppGallery reduzirá o interesse dos desenvolvedores na plataforma, o que pode piorar a já precária posição da Huawei, disse ele. Se grandes empresas como Sberbank e Yandex provavelmente permanecerem na plataforma, fundos adicionais serão necessários para atrair pequenos desenvolvedores independentes, acredita o especialista. Anteriormente, a Huawei planejava investir mais de US $ 10 milhões no desenvolvimento de um sistema móvel na Rússia.

A AppGallery já tem público e parceiros, os desenvolvedores estão interessados ​​em fazer aplicativos para esta loja, objetou Dmitry Pankrushev, diretor de clientes corporativos da Redmadrobot. Por exemplo, a Samsung e a Xiaomi já possuem suas próprias lojas de aplicativos, que as utilizam em paralelo com o Google Play, ressalta, para que Honor não tenha que optar por apenas uma.

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