Android deu prejuízo à Google em 2010

O sistema operativo móvel da gigante dos motores de busca conquistou o mercado em apenas quatro anos. Apesar da ativação de centenas de milhares de dispositivos todos os dias, em 2010 o robô verde tinha as economias no vermelho.

A Google tem por norma não revelar publicamente os resultados financeiros do SO Android. Mas durante uma audição judicial do caso que opõe a Oracle à Google, o juiz decidiu analisar alguns dados relativos às informações financeiras do sistema operativo móvel. O documento entregue datava de 2011, mas era relativo ao ano anterior. Segundo a Reuters, o juiz leu algumas passagens do documento entregue pela detentora do Android, e apesar de não ter especificado valores, referiu que o sistema operativo móvel da Google apresentou perdas em todos os trimestres de 2010. “Isso resulta numa perda muito grande durante um ano” terá concluído o juiz. Durante a análise dos números o juiz terá deixado escapar que só primeiro trimestre de 2010, o Android gerou receitas no valor de 74,8 milhões de euros – valor que não foi suficiente para tirar a área financeira do SO móvel do vermelho.

Apesar do sucesso do Android, para muitos os resultados não são surpreendentes: a plataforma Android é distribuída de forma gratuita pelas fabricantes, ficando depois a Google com parte dos royalties das vendas e das publicidades. A evolução constante do sistema operativo e o financiamento de investigações que tornem o Android num SO cada vez mais estável e evoluído também ajudam a explicar os fracos resultados financeiros. Estes dados vêm dar força às declarações de Larry Page, cofundador da Google, que referiu que o Android é importante para a empresa norte-americana, mas não é crítico. A situação também parece ter melhorado no ano seguinte, pois em Outubro de 2011 Page disse que a secção móvel da empresa americana estava em pleno crescimento e o valor das receitas ascendia a 1,9 mil milhões de euros. Com a compra da Motorola prevê-se que os números da área móvel apresentem outra vez resultados negativos.

Entretanto, e no espaço de um mês, a taxa de utilização do Ice Cream Sandwich cresceu 2 por cento, situando-se agora nos 4,9 pontos de percentagem. O lançamento recente de telemóveis com a versão nativa do Android 4.o, como o HTC One X ou o Xperia S, ajudam a explicar a ligeira subida registada. Espera-se que durante os próximos meses a taxa de utilização do ICS continue a crescer com a chegada ao mercado de novos smartphones, entre os quais se destaca o Samsung Galaxy S III.

A crescer continua também a versão 2.3 Gingerbread que registou uma ligeira subida junto dos utilizadores – após um ano e meio do seu lançamento, o Gingerbread apresenta uma taxa de crescimento positiva e é a versão mais usada de todas com 64,4 por cento. A segunda versão mais usada é a 2.2 Froyo e comparativamente com os resultados do mês anterior, perdeu três por cento dos utilizadores, situando-se agora nos 20,9 pontos. Com fraco desempenho continua a versão 3.0 otimizada para tablets, totalizando pouco menos de 3,5 por cento.

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