WhatsApp: Facebook terá desistido de adicionar publicidade à aplicação de mensagens

Sem dúvida que esta informação é das mais importantes de 2020, já que também era uma das situações deste ano que mais controvérsia estava a causar, relacionado com o Facebook e o WhatsApp, a possibilidade de o Facebook adicionar publicidade à aplicçaão de mensagens e que fez com que os fundadores da aplicação tenham decidido sair do Facebook.

Segundo o Wall Street Journal, o Facebook terá arquivado esta ideia e a rede social terá terminado com a equipa da empresa que estava responsável por procurar uma forma de o fazer. Esta informação apanha muitos de surpresa, já que logo no início do ano foram apresentados alguns slides de como é que a aplicação poderia funcionar com publicidade, mas sem dúvida que é uma excelente notícia para os utilizadores.

Então, o que convenceu o Facebook de que os anúncios não é o caminho do WahatsApp?

Para uma empresa que recusa uma forma de lucro que estava estimado em 22 mil milhões de dólares, quer dizer que tem outra ideia na manga, e essa ideia de potenciar uma forma mais lucrativa que os anúncios é o WhatsApp Business.

No início de 2018, o Facebook começou a lançar diversas ferramentas para empresas que dependem do WhatsApp para comunicarem com os clientes. Os novos serviços permitiam que os comerciantes instalassem lojas digitais, ofereçam suporte ao cliente, enviem atualizações de pedidos, construam bots automatizados e muito mais – tudo através do WhatsApp.

Em vários países como Índia e Brasil, o WhatsApp é a Internet para muitas pessoas, e uma variedade de pequenos e médios vendedores depende exclusivamente dela para receber pedidos e comercializar os seus produtos. Aliás, essas também são as regiões em que os retornos dos anúncios não são tão significativos quanto, por exemplo, os EUA ou o Canadá.

Por exemplo, em 2017, o Facebook ganhava 1.000% a mais por utilizador nos EUA e no Canadá (US $ 19,38) do que na Ásia (US $ 2,13). As empresas querem estar onde os utilizadores estão e, nesses países, esse lugar é o WhatsApp.

Uma fonte do relatório do WSJ acrescentou que o Facebook realmente mudou o foco para os novos produtos comerciais do WhatsApp. É no comércio electrónico que a empresa já estará a focar-se e, segundo consta, está a correr bem.

No seu primeiro ano de operações, o WhatsApp India registou uma receita de US $ 1 milhão. É verdade que é uma pequeno valor, já que a aplicação é usada por centenas de milhões de pessoas apenas naquele país. De marcas tão pequenas quanto donas de casa a grandes conglomerados, o WhatsApp Business encontrou uma rápida adoção. Globalmente, já possui mais de 5 milhões de clientes – empresas que o utilizam para vender seus produtos e serviços.

Além disso, com uma base de utilizadores de mais de mil milhões de pessoas, o WhatsApp Business praticamente não tem concorrência e um custo inicial zero, o que o torna muito atrativo, especialmente para empresas pequenas que não podem arcar com os custos de outras plataformas de comércio electrónico como a Amazon. O WhatsApp também deve lançar a possibilidade de pagamentos digitais em alguns países, o que permitirá que tudo se faça dentro da aplicação da empresa.

Por agora, não é nada oficial, mas a lógica desta informação divulgada pelao WSJ faz sentido e, apesar de termos de encarar estas informações sempre com um pé atrás, é sem dúvida uma informação muito credível.

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