Nova tecnologia pode registar imagens dos nossos sonhos

Uma equipa de investigadores japoneses descobriu como converter os sinais gerados pelo seu cérebro em imagens de alta-definição.

Uma vez que está comprovado que sonhamos cinco a seis vezes por noite, esta equipa, descobriu como converter os sinais gerados pelo nosso cérebro durante esse período de atividade em imagens de alta-definição, tornando possível, não só gravar os nossos sonhos, mas também as imagens que criamos mentalmente enquanto estamos a ser imaginativos.

Os cientistas nipónicos trabalharam com o Stable Diffusion, um dos motores de inteligência artificial generativa mais populares e poderosos do momento, que nem precisou de treino – aprendeu sozinha a analisar sinais do córtex visual superior.

Os autores descrevem que algumas investigações anteriores produziram reconstruções de imagens de alta resolução, mas foi apenas após treinarem e ajustarem os modelos generativos. Isso resultou em limitações porque treinar modelos complexos é desafiante e não há muitas amostras em neurociência para trabalhar.

No ano passado, outra equipa de investigadores conseguiu que pessoas que tinham pesadelos com frequência passassem a ter mais sonhos positivos. Os autores perceberam que as experiências emocionais nos sonhos estavam diretamente relacionadas com o bem-estar de um indivíduo.

Estas descobertas estavam voltadas para um sistema de inteligência artificial que se divide em unidades de pixels tridimensionais chamadas voxels (pixels volumétricos). Este processo descodifica com eficácia os sinais cerebrais gerados pelas imagens em movimento, conectando as informações de forma e movimento dos filmes com ações cerebrais específicas. À medida que avançava nas sessões, o computador aprendia cada vez mais sobre como a atividade visual apresentada no ecrã correspondia à atividade cerebral.

Jack Gallant, outro neurocientista da UC Berkeley que já tinha trabalhado com este conceito em 2011, tendo conseguido capturar a atividade visual no cérebro humano e reconstruí-la em vídeo, acredita que agora foi dado um grande salto evolutivo nesta matéria e que “estamos a abrir uma janela para os filmes nas nossas mentes”.

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