E se os micróbios e bactérias que vivem nos nossos intestinos conseguissem prever a nossa morte?

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E se os micróbios e bactérias que vivem nos nossos intestinos conseguissem prever a nossa morte? Parece-lhe muito descabido?! A verdade é que não é.

Muito se tem falado nos últimos anos sobre os intestinos. É um assunto que até já “cheira mal” mas não podemos parar esta conversa e negar as conclusões de dois estudos muito recentes publicados em bioRxiv e em medRxiv. Um deles diz-nos que os micróbios e bactérias que vivem nos nossos intestinos conseguem prever a nossa morte. A microflora humana pode dar-nos informações sobre a nossa saúde futura e se há probabilidade de morrermos nos próximos 15 anos.

Concluíram ainda que os micróbios que vivem nos intestinos humanos são mais eficazes a detetar doenças que o próprio genoma humano. Apenas numa doença é que o perfil genético humano conseguiu superar o microbioma – a diabetes tipo 1.

Mais do que nos dizer quanto tempo de vida temos, o microbioma pode ser usado na medicina a par da genética humana para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Este é o principal objetivo segundo Braden Tierney, autor principal de um dos estudos.

O outro estudo relacionou o microbioma à esperança de vida. Com milhares de participantes finlandeses os dados recolhidos foram óbvios: as pessoas que tinham mais bactérias da família da Salmonella e da Escherichiacoli, bactérias consideradas potencialmente perigosas, tinham mais 15% de probabilidade de morrer na década e meia que se seguiu à recolha das fezes (que aconteceu em 2002 e que foram sequenciadas 15 anos depois).

A relação que existe entre o microbioma e a saúde ou doença ainda não é compreendida. Levanta-se a dúvida se não serão esses mesmos micróbios os causadores de doenças e de diminuir a esperança de vida das pessoas.

É caso para dizer que vale a pena esperar pelos “próximos capítulos” já que os cientistas poderão descobrir muito mais sobre este mundo povoado que são os nossos intestinos.

Fonte: Olhar Digital

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