Zoom aceita pagar 71,5 ME por violação de privacidade

A Zoom Video Communications chegou a um acordo extrajudicial com um grupo de queixosos que a acusavam de violar o seu direito à privacidade. Em causa está uma indemnização na ordem dos 71,5 milhões de euros.

Segundo a agência Efe, a ação coletiva, interposta no ano passado, acusa a Zoom, dona de uma das mais populares plataformas de videoconferências do mundo, de ter infringido a privacidade dos queixosos ao partilhar os seus dados com tecnológicas como a Google e o Facebook.

Além disso, as pessoas que se dizem afetadas consideram que a Zoom não fez o suficiente para proteger os utilizadores da entrada de participantes que não tinham sido convidados para reuniões, uma prática conhecida como zoombombing e que aconteceu com frequência durante o período mais crítico da pandemia.

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A plataforma registou um crescimento sem precedentes devido à pandemia, com o teletrabalho e a escola à distância, tornando-se uma ferramenta muito utilizada em todo o mundo.

O grupo está avançar agora com a sua expansão, tendo comprado, em julho, a empresa Five9, que fornece contact centers na “nuvem”.

Contudo, o governo do estado de Hamburgo, na Alemanha, foi aconselhado pela Agência de Proteção de Dados (DPA) alemã a deixar de usar como ferramenta de trabalho o Zoom.

De acordo com a DPA, o uso da popular ferramenta de videochamadas viola o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR). O órgão explica que o serviço online envia os dados dos utilizadores para os Estados Unidos, onde são processados, contrariando a legislação europeia.

A preocupação em relação ao tratamento das informações segue uma decisão do tribunal da União Europeia no ano passado, invalidando o acordo entre o bloco europeu e os Estados Unidos. Na altura, as autoridades europeias consideraram a lei de vigilância americana incompatível com os direitos de privacidade dos países da região.

Fonte: agência Efe

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