Zona Livre Tecnológica nasce em Matosinhos
O Governo aprovou a criação de uma Zona Livre Tecnológica (ZLT) em Matosinhos que será gerida pela associação Ceiia, lê-se em nota enviada à imprensa. A ANI – Agência Nacional de Inovação é a responsável pela coordenação e gestão das ZLT em Portugal.
Esta medida visa criar um espaço para testar, experimentar e demonstrar novas tecnologias, produtos e serviços que permitam acelerar a transição para a neutralidade carbónica. Atração de investimento estrangeiro, a par da promoção do talento português são outros dos objetivos a que se propõem. Projetos europeus e internacionais esperam-se que tragam os seus produtos inovadores até aqui.
Pretende-se que a ZLT Matosinhos estimule a capacidade de inovação e internacionalização das empresas e startups portuguesas, mas também “irá contribuir para afirmar Portugal como uma referência no desenvolvimento, teste e experimentação de soluções inovadoras de mobilidade orientadas para a neutralidade carbónica das cidades”, lê-se no comunicado.
A experimentação das tecnologias emergentes, especialmente em ambiente real, desempenha um papel decisivo na investigação, desenvolvimento e implementação de serviços e produtos inovadores.
As ZLT portuguesas são espaços físicos, geograficamente localizados, utilizados para a realização de testes e experiências de desenvolvimento de novas tecnologias e soluções, produtos, serviços e processos inovadores de base tecnológica e modelos transversais integrados.
As empresas e startups, para além do espaço físico e do ambiente virtual de teste e experimentação, passaram a usufruir de apoio técnico e tecnológico e de serviços especializados, através de uma plataforma de dados e conetividade, tendo a possibilidade de integrar parceiros com recursos e serviços complementares.
Com a implementação das redes 5G em Portugal, em finais de 2021, as indústrias, a academia e os centros de investigação ganharam um novo impulso para desenvolver soluções que visam acelerar a transição digital. No entanto, muitas das iniciativas suportadas em tecnologias, como a Inteligência Artificial, o blockchain ou o big data, por exemplo, precisam de ser testadas antes de chegarem ao mercado. Esta é a grande razão por detrás da criação das Zonas Livres Tecnológicas (ZLT).





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