YouTube anuncia novidades: não vai concorrer com Netflix, Disney Plus ou Amazon Prime Video

O YouTube sempre foi conhecido por disponibilizar gratuitamente os vídeos que alojam, rentabilizando-os através de publicidade, partilhando (ou não) com os criadores. No entanto há uma mudança clara de estratégia que apanhou os mais desatentos desprevenidos.

O YouTube reduzirá uma parte significativa do YouTube Originals, que produziu conteúdo original, incluindo séries, vídeos educacionais e programação de música e celebridades. O diretor de negócios do YouTube, Robert Kyncl, anunciou as mudanças num comunicado no Twitter, demonstrando que se, numa fase inicial, a empresa pretendia concorrer diretamente com a Netflix, Disney Plus ou Amazon Prime Video, já não vai ser essa a estratégia.

No futuro, a empresa financiará apenas originais no YouTube Kids Fund e no Black Voices Fund, um programa criado em 2020 que destinou US$ 100 milhões para “amplificar” criadores de raça negra na plataforma. “Com o rápido crescimento, surgem novas oportunidades e agora os nossos investimentos podem ter um impacto maior em ainda mais criadores quando aplicados em outras iniciativas, como o nosso Creator Shorts Fund, Black Voices Fund e Live Shopping, para citar alguns”, diz o comunicado.

O YouTube Originals mudou as abordagens ao longo dos anos. Criado em 2016 e liderado por Susanne Daniels, começou com programas e filmes focados em criadores, como a série de suspense e comédia Scare PewDiePie. Em 2017, o YouTube disse que a primeira temporada de originais apenas para assinantes acumulou 250 milhões de visualizações. A empresa começou a focar em conteúdo suportado por anúncios com celebridades como Katy Perry e Kevin Hart, de acesso gratuito para utilizadores sem assinatura.

Mas ao longo de seis anos, o YouTube fez poucos títulos que foram grandes sucessos. E no final, não ficou claro o que a programação original fornecia estrategicamente para um serviço que já é um dos destinos de vídeo mais populares do mundo. A declaração de hoje também anunciou que Daniels deixará a empresa em março, o que também contribuiu para a decisão de reduzir a divisão.

Novos programas originais estavam sendo anunciados no ano passado, incluindo séries com Will Smith e Alicia Keys. O YouTube diz que honrará os compromissos existentes para programas em andamento.

Então o que fará o YouTube?

Olhando para as mais recentes atualizações à sua plataforma, manter-se-á como plataforma de vídeos, isso não há dúvidas, mas claramente pretende concorrer diretamente com a nova “moda”, as redes sociais “em vídeo”, como o Tiktok.

Aliás, nos últimos tempos temos mesmo visto algumas mudanças nesse sentido, como por exemplo permitindo a adição de vídeos curtos, bem ao estilo do Tiktok e como tem vindo a ser copiado por outras rede sociais.

Se pensa que pode ser uma má estratégia, leia estes dois artigos e perceberá o porquê de a ideia do YouTube não ser assim tão descabida:

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