Xiaomi vai ter mais de 150 lojas na Europa até ao final de 2019

As fabricantes chinesas de smartphone ainda precisam fazer incursões significativas no mercado americano, mas isso não parece incomodá-las muito – elas estão muito ocupadas se concentrando na Europa, sendo o principal exemplo a Huawei, que tem apostado forte e conquistado diversos países, como Portugal.

O exemplo mais recente dessa mudança de atenção é o anúncio da Xiaomi de que pretende triplicar o número de na Europa até o final do ano. A empresa informa que quer passar de menos de 50 lojas no final de 2018, para mais de 150 até o final de 2019. “É um grande alvo para nós”, disse o vice-presidente sénior da Xiaomi, Wang Xiang.

Também faz parte de uma tendência estabelecida. Marcas chinesas como Xiaomi, Huawei, Oppo, Vivo e OnePlus estão conquistando cada vez mais o mercado europeu. No último trimestre de 2018, os analistas de mercado da Canalys informaram que eles respondiam por um terço (32%) de todas as remessas de smartphones na Europa, com a Huawei ocupando a maior parte dessa fatia (23%).

Há várias razões para essa mudança. Um deles é o ecossistema móvel nos EUA, que depende muito da distribuição via operadoras. Isso pode ser difícil para empresas de fora conseguirem entrar no mercado, já que dependem de parcerias com as operadoras.

Outra é a hostilidade das agências de inteligência dos EUA em relação às empresas de tecnologia chinesas. A Huawei e a ZTE, em particular, foram apontadas como ameaças, com os chefes do FBI, CIA e NSA indo tão longe a ponto de alertar diretamente os consumidores contra a compra de aparelhos Huawei. Isso levou a acordos desmantelados com as transportadoras norte-americanas e, muito provavelmente, à desconfiança do consumidor, sendo que a ZTE teve bastantes problemas, mas finalmente chegou a acordo para continuar com as operações.

Mas, com foco na Europa, as empresas chinesas estão a aumentar sua participação no mercado global. Como a CNBC observou, os embarques europeus da Xiaomi e da Huawei aumentaram 62% e 52%, respectivamente, no trimestre mais recente, enquanto os envios da Apple e da Samsung caíram no mesmo período.

Então e Portugal?

Durante a MWC 2019 conversámos com vários responsáveis da Xiaomi em relação a essa possibilidade e nenhum deles confirmou se essa hipótese estava nos planos da empresa, continuando a afirmar que Portugal continua a ser um país onde a empresa quer ter uma forte presença.

Resta-nos sonhar (e rezar) que dentro deste aumento do número de lojas, Portugal seja um dos alvos e pelo menos a Xiaomi abra uma loja da fabricante no nosso país.

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