A Xiaomi aproveitou a sua parceria com a Leica para mostrar muito mais do que câmaras.
No mesmo palco, a marca estreou o seu primeiro sistema de ar condicionado central concebido e fabricado na própria unidade de eletrodomésticos inteligentes: chama-se Mijia Central Air Conditioner Pro Dual Air Wheel e chega com ambição de liderar eficiência, conforto e integração no ecossistema doméstico.
Para quem é este sistema
Este equipamento foi pensado para habitações amplas, daquelas em que um único split deixa sempre “zonas mortas”. Falamos de áreas entre cerca de 120 m² e 190 m², com cenários de instalação que vão de uma unidade exterior para quatro, cinco ou seis unidades interiores, consoante a planta e as necessidades de cada divisão.
A Xiaomi disponibiliza versões de 5 a 8 HP, incluindo uma variante com dupla saída de ar que sopra tanto para cima como para baixo, permitindo afinação fina do conforto em salas abertas ou corredores compridos.
O que muda por dentro
O segredo da performance está no conjunto compressor + permutadores. A Xiaomi usa um compressor de injeção de vapor com duplo cilindro e permutadores (condensador e evaporador) de três fiadas. Em miúdos, isto traduz-se em estabilidade térmica mesmo quando o exterior nos prega partidas: o sistema mantém-se operacional desde temperaturas negativas bastante severas até picos de calor intensos.
A marca indica aquecimento sustentado quando lá fora se aproximam os -30 ºC e uma capacidade de refrigeração robusta acima dos 40 ºC. Para quem sofre com ondas de calor, há aqui margem.
A ventilação também recebeu atenção. A roda de ar dupla com 556 mm, movida por dois motores de 200 W, debita 7.008 m³/h de caudal. Em termos práticos, consegue baixar a temperatura de uma sala de estar típica em cerca de cinco minutos, mitigando aquele desconforto inicial quando chegamos a casa em plena tarde de verão.
Eficiência energética que interessa à fatura
No topo da gama, o modelo de 8 HP atinge um APF de 5,40, equivalente ao nível Super Grau 1 na classificação chinesa de eficiência. É uma forma técnica de dizer que se extrai mais conforto por cada kWh consumido. Um exemplo concreto: a marca afirma que um quarto a funcionar a baixa frequência — tecnologia de 6 Hz para manter a temperatura sem picos — pode gastar perto de 2,5 kWh durante toda a noite. Para famílias que usam climatização várias horas por dia, esta afinação faz diferença no final do mês.
Casa inteligente a sério: um painel que fala com tudo
Cada sistema inclui um painel inteligente de 10 polegadas. Não é apenas um “comando bonito”: além de controlar o ar condicionado, liga-se a purificadores, humidificadores e sistemas de renovação de ar do ecossistema Mijia. Com base em leituras de PM2.5, CO2 e humidade, ajusta automaticamente o modo de funcionamento para manter o ambiente estável, limpo e confortável. Isto é o tipo de integração que faz sentido num lar moderno — menos microgestão, mais automação útil.
Conforto direcionado com radar de presença
Na versão de dupla saída, a Xiaomi adiciona radar para detetar a posição dos ocupantes e moldar o fluxo de ar em tempo real. Há modos que evitam correntes diretas quando está a arrefecer, seguem as pessoas durante o aquecimento e poupam energia quando a divisão está vazia. É uma abordagem mais humana ao clima interior: conforto para quem está, poupança quando ninguém precisa.
Instalação e garantia sem dores de cabeça
Outro ponto que merece nota é a proposta de valor depois da compra: instalação gratuita e 10 anos de garantia em toda a gama, segundo a marca. Para um sistema central — que exige projeto de colocação de unidades interiores, passagem de condutas e afinação — retirar custos e fricção na instalação é meio caminho para uma boa experiência. É igualmente um sinal de confiança nos componentes internos.
Gamas e preços
A oferta arranca no modelo de 5 HP, pensado para até quatro divisões, com preço anunciado de 25.999 yuan. Seguem-se versões de 6 HP (27.999 yuan) e 6 HP “grande” (32.999 yuan), desenhadas para casas com maior volume de ar e condutas mais longas. Para configurações de uma para seis unidades interiores, a opção de 7 HP fica a 37.999 yuan. No topo, o 8 HP padrão custa 43.999 yuan. Quem quiser o pacote completo — a versão de 8 HP com dupla saída e radar — terá de contar com 51.999 yuan, em troca de um controlo de fluxo de ar mais avançado e funcionalidades de deteção humana.
Vale a pena?
Se procura climatização homogénea numa casa grande, com integração profunda no ecossistema Xiaomi e foco na eficiência, este sistema coloca-se imediatamente na shortlist. A rapidez a atingir a temperatura de conforto, o controlo granular do fluxo de ar e a automação baseada na qualidade do ar são argumentos sólidos. Por outro lado, por ser um sistema central, a decisão deve considerar o desenho do espaço, a necessidade de condutas e a planificação de longo prazo. Para quem está a construir ou a renovar a casa, o timing é perfeito; para quem já tem splits dispersos, a migração requer projeto.
Em suma, a Xiaomi entrou no ar condicionado central com um produto maduro: desempenho robusto em extremos térmicos, baixo consumo quando estabiliza, uma interface que orquestra todo o ar da casa e um modo “inteligente” que realmente faz algo útil. Agora resta acompanhar disponibilidade fora da China e confirmar como estes números se traduzem no dia a dia dos utilizadores.
Fonte: Gizmochina































