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Xiaomi 17 Ultra oficial: zoom revolucionário e bateria gigante

A Xiaomi decidiu ouvir quem andava cansado das curvas pronunciadas e trocou-as por um ecrã plano de grandes dimensões. O 17 Ultra chega com um painel AMOLED 2D de 6,82 polegadas, resolução 2K e tecnologia LTPO capaz de oscilar entre 1 e 120 Hz. Em português claro: a fluidez mantém-se nos jogos e nas animações, mas quando está a ler um artigo ou a ver uma imagem estática, a taxa desce para poupar energia.

A visibilidade em exterior também dá um salto sério, com um pico de brilho de 3.500 nits que mantém o HDR e as fotografias legíveis mesmo sob sol direto. A proteção fica a cargo do Xiaomi Shield Glass 2.0, que promete maior resistência a riscos e quedas.

Apesar do tamanho do ecrã, o telemóvel não perdeu elegância. O corpo mede apenas 8,29 mm de espessura e chega em Preto e Branco, a que se juntam dois acabamentos com personalidade: um Starry Green com textura mineral e um Violeta que foge ao banal. Há uma curvatura mínima nos cantos — apenas o suficiente para melhorar a pegada sem provocar toques acidentais.

Xiaomi 17 Ultra oficial: zoom revolucionário e bateria gigante

Leica a sério: zoom contínuo e consistência de cor

Se há motivo que justifica o apelido “Ultra”, é a câmara. A parceria com a Leica amadureceu e nota-se logo na filosofia do conjunto: qualidade antes de truques. O sensor principal é de 50 MP com formato de uma polegada e abertura variável mais veloz, pensado para captar mais luz e preservar detalhe em cenas de alto contraste. O ultra grande‑angular, também de 50 MP, mantém a mesma assinatura de cor para que a transição entre lentes não estrague a narrativa.

O destaque, porém, vai para o novo teleobjetiva periscópico de 200 MP com zoom ótico contínuo entre 3x e 4,3x (75–100 mm). Em vez de recortes digitais, a lente move‑se fisicamente para manter a nitidez real nos intervalos intermédios — algo que, até agora, raramente vimos num smartphone. Há ainda um sensor TOF 3D para profundidade mais precisa e uma câmara frontal que finalmente acompanha o resto do sistema: 50 MP para selfies e chamadas de vídeo com aspeto profissional.

Em vídeo, não falta gravação até 8K e um pacote generoso de ferramentas com IA para estabilização, retrato e ajuste de cor ao estilo Leica.

O que isto significa no dia a dia? Menos fotos falhadas ao anoitecer, um zoom que aguenta textos distantes ou pormenores de arquitetura sem se desfazer e uma emissão de cor coesa entre lentes. Para quem usa o telemóvel como câmara principal, é um salto tangível.

Potência de sobra e ligações para o futuro

Xiaomi 17 Ultra en color negro y blanco

No interior, a Xiaomi apostou no Snapdragon 8 Elite Gen 5, fabricado em 3 nm. A combinação com RAM LPDDR5X até 16 GB e armazenamento UFS 4.1 até 1 TB garante que abrir aplicações pesadas, editar vídeo ou jogar títulos exigentes não é exercício de paciência. O HyperOS 3, baseado em Android 16, vem afinado para reduzir latências e integrar melhor os dispositivos do ecossistema — dos wearables aos tablets e TVs.

Em conectividade, não há atalhos: Wi‑Fi 7 para redes domésticas ou empresariais super rápidas, Bluetooth 5.6 para ligações mais estáveis a auscultadores e acessórios, e USB‑C 3.2 Gen 2 para transferências de ficheiros grandes sem demora. A certificação IP68 mantém‑no tranquilo perante pó e mergulhos ocasionais.

Autonomia sem ansiedades

A bateria de silício‑carbono com 6.800 mAh junta duas promessas que raramente andam de mãos dadas: grande capacidade num corpo fino. Na prática, permite esticar dias de utilização moderada sem recurso constante ao carregador. Quando é preciso repor energia, os 100 W por cabo e 80 W sem fios reduzem o tempo na tomada a minutos. Para quem vive em mobilidade, é um conforto real.

Preço e disponibilidade: quando chega cá?

O Xiaomi 17 Ultra já está à venda na China. O lançamento para os mercados europeus, com Espanha a apontar para o MWC 2026, deverá seguir o calendário habitual da marca. Os preços de referência no país de origem são 7.999 yuan (16 + 512 GB) e 8.999 yuan (16 + 1 TB). Convertendo dá números próximos de 970 e 1.090 euros, mas a história mostra que o valor final na Europa não segue a taxa de câmbio. O mais plausível é um preço alinhado com o antecessor, a rondar os 1.499 euros.

Xiaomi Watch 5: o companheiro certo para o ecossistema

Nuevo Xiaomi Watch 5 en todos sus colores

A par do 17 Ultra, a Xiaomi apresentou o Watch 5. Mantém o mostrador circular e evolui em refinamento: caixa de 47 mm, ecrã de 1,54 polegadas com 1.500 nits para uma leitura impecável ao ar livre, e o processador Snapdragon W5 a dar fluidez ao sistema. Os novos sensores focam‑se na precisão das métricas de saúde, incluindo ECG, e há controlos por gestos para interagir sem tocar no ecrã — útil durante treinos ou deslocações.

Para atletas, mais de 150 modos de exercício e aplicações dedicadas para ciclismo e ténis, com animações no relógio que ilustram o movimento correto do exercício. A bateria de 930 mAh é, por si só, um argumento de peso, permitindo vários dias longe do carregador. Os valores na China ficam nos 1.999 yuan para a versão Bluetooth e 2.199 yuan com eSIM.

No conjunto, o Xiaomi 17 Ultra dá um passo sólido onde importa: ecrã utilizável sob qualquer luz, câmara com zoom ótico contínuo e autonomia generosa. Se a Xiaomi acertar no preço europeu, teremos um concorrente direto ao topo do mercado Android — e um motivo claro para voltar a falar de zoom no smartphone como algo mais do que marketing.

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