Unicef pede ajuda à comunidade gamer para minerar criptomoedas


Canalizar fundos para questões sociais nunca é tarefa fácil. Considerando esse facto e tendo em conta que os tempos estão (verdadeiramente) a mudar, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) está a apelar à comunidade gamer para que os ajude na “criação” de dinheiro.

Melhor explicando: a organização das Nações Unidas está a pedir apoio para que aquela comunidade se associe ao programa “Game Chaingers” para que o processamento conjunto de milhares de computadores façam a mineração da criptomoeda ethereum, a segunda maior após o controverso bitcoin. No primeiro mês, o “Game Chaingers” já conseguiu o apoio de mais de 500 “mineradores”, que geraram aproximadamente 1300 euros.

O valor ainda é pequeno e insuficiente para criar impacto na proteção de crianças na Síria, como diz a proposta, mas abre um novo modelo de angariação para a Unicef e outras organizações não governamentais. A ideia é que modelos de contribuição por criptomoedas sejam mais ágeis e transparentes. No site do programa, o Unicef explica que a comunidade gamer foi escolhida como alvo da ação porque os jogadores normalmente possuem máquinas de alto desempenho, o único pré-requisito para a mineração.

Os participantes devem instalar o Claymore Mining Software, programa usado para a mineração da moeda, e direcionar para a carteira virtual do Unicef. O software utiliza o poder de processamento das placas de vídeo, por isso não reduz a performance de processamento dos computadores. Ou seja, os participantes não sentem suas máquinas mais lentas por participarem do programa.

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