Twitter da polícia de Barcelona foi exemplo de comunicação eficaz em situação de catástrofe

Red Magic 3S

Barcelona e o mundo voltaram a ser ontem atacados no coração por um grupo de terroristas que atropelou dezenas de pessoas em pleno centro da cidade. O caos rapidamente se instalou perante uma catástrofe de grandes dimensões, até porque o ataque terrorista das Ramblas poderia ter réplicas na cidade vizinha de Cambrils. Para comunicar com a população, além dos tradicionais media, a polícia de barcelona, os Mossos d’Esquadra, recorreram ao Twitter para informar e aconselhar a população.

A informação difundida pelos Mossos d’Esquadra, a polícia de Barcelona, primou pela clareza e objetividade, tendo até sido transmitida no Twitter em várias línguas atendendo à multiculturalidade da capital catalã. A ação dos Mossos d’Esquadra foi exemplo de como deve ser a comunicação em tempo de catástrofe nas redes sociais, sem gerar contributo para o empolar do pânico nem do alarmismo já instalado nas ruas da cidade.

Twitter foi veículo de comunicações vital

O momento delicado que ontem se viveu em Barcelona, em que dezenas de pessoas necessitavam de ajuda direta e era necessário informar familiares e amigos de pessoas que supostamente se encontravam naquela concorrida zona de Barcelona. A conta do Twitter dos Mossos d’Esquadra foi uma fonte fiável e a emitir informação de imensurável utilidade num momento delicado como o que ontem se viveu.

Os catalães mostraram ontem estar bem preparados no campo da comunicação em situações de catástrofe ou emergência. Não apenas pela conta do Twitter dos Mossos d’Esquadra como também nos espaços nas redes sociais do corpo da Policía Nacional (@policia), das Emergències Catalunya (@emergenciescat) e também @TMBinfo.

Apesar do alerta, redes sociais voltaram a mostrar o gosto mórbido

Às 17h17 a conta do Twitter da Polícia Nacional reforçava o alerta para não serem difundidas imagens do ataque e o pedido de auxílio às operações da polícia. Em situações de catástrofe como um ataque terrorista a captura e difusão de imagens pode vir a comprometer as operações de segurança em curso. Mais uma vez o gosto mórbido pelas publicações com cadáveres e feridos voltou a acontecer em grande escala, apesar do apelo à sensibilidade.

A questão “deixar de filmar para ajudar!” voltou a erguer-se num aceso debate que despoleta questões éticas elementares.

Lá como cá, os media quiseram mostrar sangue

A televisão espanhola, assim como vários jornais não perderam tempo em mostrar a carnificina que manchava uma das zonas mais centrais de Barcelona. A televisão estatal foi a primeira a romper o pedido das autoridades de não difusão de imagens, num caso que fará correr muita tinta e argumentos perante as autoridades espanholas. Lá como cá, os media estão pautados por outras batutas, as das audiências desmesuradas, nem que para isso custe agudizar o sofrimento de uma família, de um ferido, ou de uma comunidade inteira. Pior do que as touradas, é mesmo o ferro que os media espetam nas feridas dos outros. Tal como Judite de Sousa fez para conseguir gerar audiências no rescaldo dos incêndios de Figueiró dos Vinhos, despindo-se de valores, despindo-se do respeito que a comunidade lhe tinha dado aquando a morte do seu filho.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here