Trabalho remoto perturbador a partir de casa – com laptop e cafés

A Starbucks acabou de revelar o efeito verdadeiramente perturbador de trabalhar a partir de casa, e até do ponto de vista de um gestor, que valerá a pena aprender o quão alerta os seus colaboradores podem estar em determinadas horas do dia e o porquê.

A ZDNet refere que pode até valer a pena dar áqueles empregados remotos, coffee breaks quando realmente precisam deles, em vez, digamos, de utilizar a IA para monitorizar cada um dos seus movimentos.

O artigo refere que se pretende saber se trabalhar a partir de casa alterou os empregados de tal forma a afetar fundamentalmente a forma como vivem e quem são, referindo ainda que é claro que todo o ´Zooming´ e ´Teaming´ nos colocaram cada vez mais em frente aos ecrãs e longe do que costumávamos chamar de uma vida normal.

Trabalhar em casa fez com que as pessoas alterassem os seus hábitos de formas ainda mais radicais do que pode parecer. Empregados e consumidores simplesmente não são
mais os mesmos , e algumas mudanças são extraordinárias. A maioria de todas as organizações foram empurradas para o futuro do trabalho.

O que determinará o fracasso ou o sucesso neste admirável mundo novo? Na semana passada, Chris Matyszczyk, escreveu sobre como a Microsoft estudou como os seus empregados se estão a comportar. Vão enviar muito mais IMs entre as 18:00 e a meia-noite, por exemplo. O seu horário de trabalho expandiu-se. Começam mais cedo e terminam mais tarde.

Quaisquer que sejam os produtos que o seu negócio está a vender, vale a pena refletir sobre como o comportamento das pessoas se alterou de formas fundamentais. A onda de resultados corporativos desta semana ofereceu todo o tipo de pequenos conhecimentos. O mais absorvente veio do Starbucks, que é uma marca – barómetro da vida americana. Vida profissional, especialmente.

Vai ao Starbucks logo pela manhã e testemunhas os níveis de stress dos seus companheiros humanos em tempo real. É assim que costumava ser. Ao revelarem os resultados da empresa, os executivos da Starbucks também revelaram o quanto o comportamento humano mudou e é estranhamente perturbador. As pessoas já não estão a fazer do Starbucks a sua primeira injeção de vida de manhã.

Em vez disso, estão a fazer uma pausa por volta das 9:30 da manhã, por ordem. Parece, então, que muitos empregados podem estar a fazer café em casa e a desaparecer nos seus computadores assim que se levantam, ou às vezes, depois de tomar um banho e vestir- se.

A tecnologia pode agora fazer com que o trabalho aconteça de madrugada. Se todos se comportam de acordo com os resultados da pesquisa da Microsoft, então estão a começar os seus dias antes, e gerir pequenas pausas – onde quer que eles possam obtê-lss – durante o dia.

A Starbucks também está a ver outro pico que realmente não existia anteriormente: 14h é agora outra altura em que o negócio retoma. Será que, mais uma vez consistente com a pesquisa da Microsoft, as pessoas sabem que os seus dias de trabalho serão esticados, por isso têm de recarregar mais cedo. Ou sabem que o seu dia de trabalho será prolongado, e que vão ter que (tentar) gerir os seus problemas de vida no meio de todos os IMs que estão a inundar os seus ecrãs.

O que ainda deixa a pergunta: porque é que estão a correr para o Starbucks? Em parte, talvez, para comer também. Mas se é uma marca que vende um produto, pode ter de fazer enormes ajustes na forma como vende, no que vende e, crucialmente, quando vende.

Fonte: ZDNet

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