Toyota aposta na célula de combustível de hidrogénio em Portugal

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A mobilidade sustentável é, cada vez mais, uma realidade que se aproxima a passos largos. Com muito ainda por fazer, os veículos elétricos têm sido uma aposta dos grandes fabricantes automóveis.

Mas, serão apenas os veículos elétricos o futuro? Não, pelo menos, algumas marcas dizem-no desta forma, ao apostarem na fuel cell, mais precisamente, a célula de combustível de Hidrogénio, mais viável em termos de potência, autonomia e poluição. Neste sentido, a Toyota deu mais um importante passo em direção a uma sociedade consumidora de hidrogénio mais ampla, ao anunciar que fornecerá a sua tecnologia fuel cell a hidrogénio para a Caetanobus SA em Portugal.

Menos poluente?

Apesar da forte aposta nos veículos elétricos em que, diretamente, as emissões de CO2 refletem um abrandamento, a produção de baterias para este tipo de veículos demonstra o contrário, desde o momento em que são produzidas até à sua degradação extremamente poluente.

Quando nos referimos a carros de célula de combustível, falamos de modelos que em vez de se movimentarem com a electricidade de outras fontes, produzem-na a bordo, como é o caso do Toyota Mirai, cuja estrutura pode possuir uma pequena bateria, mas apenas de cerca de 1,6 kWh – muito mais pequena do que as de 40, 60 ou 100 kWh instaladas. A pequena bateria serve exclusivamente para a fase de arranque e para assegurar os picos de potência.

Como será o reabastecimento a Hidrogénio?

José Ramos, presidente da Salvador Caetano Indústria, revelou que a Galp participa no projeto da Toyota, na medida em que ficará responsável pela instalação e abastecimento em Portugal com dois postos de hidrogénio, em Gaia e Lisboa.

O hidrogénio de uma célula de combustível necessita de um nível de pureza perto de 99,99%, o que obriga a métodos de geração de hidrogénio mais sofisticados e com maiores custos do que os atuais métodos de extração de Gás Natural.

O transporte público a Hidrogénio em Portugal

Com o desafio da Toyota, visando uma sociedade livre de CO2 até 2050, será possível a aplicação e utilização dos recentes avanços tecnológicos da sua célula de combustível a hidrogénio, que abrangerá, para além de automóveis ligeiros, abrangerá também camiões pesados, pequenas carrinhas ligeiras de mercadorias, empilhadores e autocarros.

Para a Europa, mais precisamente, Portugal, a Toyota irá fornecer a sua tecnologia de células de combustível, incluindo “baterias de células” de combustível, os tanques de combustível-hidrogénio, entre outros componentes necessários à produção, para a Caetanobus SA a empresa portuguesa de engenharia e produção de autocarros do Grupo Salvador Caetano.

“Estamos muito orgulhosos de ser a primeira empresa na Europa a ser beneficiada com a tecnologia de célula de combustível mais avançada da Toyota e esperamos fazer valer as nossas capacidades de construção e desenvolvimento de autocarros de classe mundial. Estamos convencidos que o hidrogênio é uma ótima solução para os autocarros com zero emissões poluentes”, refere José Ramos.

A referir que o grupo Salvador Caetano, mais precisamente a CaetanoBus, produziu este ano os primeiros autocarros eléctricos 60 unidades, das quais vendeu 15 à Carris. A aposta do hidrogénio para novas unidades é positiva. Contudo, não será a única fábrica deste tipo para a marca japonesa, mas a primeira.

Os primeiros autocarros urbanos com célula de combustível sairão das linhas de montagem da Caetanobus SA, em pouco mais de um ano, e serão operados como autocarros de demonstração pela empresa de Salvador Caetano.

Fonte MarketWatch

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