Tesla não vai construir motas elétricas

Elon Musk, o CEO da Tesla Motors diz que a marca nunca vai construir motas elétricas. A revelação foi feita na mais recente reunião de acionistas da Tesla.

Além da apresentação dos resultados financeiros da empresa, o CEO Elon Musk diz não querer incluir motas elétricas no futuro da empresa. A explicação está no facto de Musk quase ter morrido num acidente de mota, abalroado por um camião, depois de quase oito anos de experiência em duas rodas.

Antes do acidente, tanto Musk como o irmão eram grandes entusiastas das motas.

Elon Musk

O responsável máximo da Tesla diz não querer arriscar-se nos veículos de duas rodas dada a maior fragilidade a que os condutores estão sujeitos.

O processo de fabricar uma mota elétrica e desenvolvê-la, ao mesmo tempo em que o mundo procura reagir à constante mutação das baterias elétricas, seria mais fácil do que fazer um carro que precisa, por exemplo, de ser constantemente sujeito a rigorosos testes de colisão que implicam alterações ao projeto inicial.

Com o crescente interesse do público nas motas elétricas e o envolvimento de grandes marcas do setor como a Harley-Davidson, não é apenas a Tesla que pode perder competitividade, mas também os consumidores amantes de motas e de novas tecnologias.

A reação geral dos acionistas ao balanço feito por Elon Musk foi bastante positiva. Musk e outros executivos da Tesla responderam a perguntas dos fãs e clientes presentes e enviadas a partir do Twitter, incluindo um membro da PETA que demonstrou as suas preocupações ambientais.

O CEO afirmou que a empresa pretende fabricar 5.000 Tesla Model 3 por semana até ao final do mês de junho.

Harley Davidson desbrava caminho

O CEO da Harley-Davidson, Matt Levatich, já tinha dito, em abril, que pretende chegar ao mercado das elétricas em 2019.

“Estamos a progredir nesse sentido e muito entusiasmados com esse novo produto. Continuamos a ver os veículos elétricos como uma enorme oportunidade. Estas motas são mais fáceis de conduzir do que uma bicicleta! Conduzem-se bem em ambientes urbanos onde o nosso produto não tem tanta penetração e são adequados para uma geração de motociclistas que não têm nem a experiência, nem os conhecimentos mecânicos que talvez a geração anterior tivesse; dominavam motores e embraiagens”, descreve Lavitch.

Para ajudar às suas ambições de entrar no mercado elétrico, a Harley investiu em março na Alta Motors – um fabricante de motas elétricas.

Grandes mercados, como o da China, por exemplo, já têm um grande volume de negócios no segmento das scooters elétricas. Também a Cagiva e a KTM estão a desenvolver motas elétricas.

Fonte: BBCGas2

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