Tesla investigada por não informar acionistas de acidentes fatais

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Os maus momentos na carreira da Tesla continuam, e parecem não ter fim. A 30 de junho foi confirmada a primeira morte resultante de um acidente com um Tesla Model S que teria ativado modo de piloto automático, seguindo-se uma semana depois novo acidente em que é colocado em xeque novamente a função que permite ao automóvel conduzir sozinho.

Segundo avança o The Wall Street Journal, a Tesla está atualmente a ser investigada pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), por uma possível infração à lei de valores pelo fabricante de automóveis não ter informado os seus acionistas do acidente fatal de 7 de maio e que apenas foi tornado público a 30 de junho.

A queixa contra a Tesla foi avançada depois de alguns investidores afirmarem terem sido enganados sobre os riscos associados ao negócio, com especial incidência no piloto automático que inicialmente foi apresentado pela Tesla como um avanço de ‘auto-condução’, tendo depois do acidente visto a sua descrição alterada para sistema de assistência ao condutor.

Outro dos pontos que coloca a Tesla na berlinda é a ausência de informação aos acionistas do acidente mortal e que se traduziu numa queda do valor das ações. Segundo os queixosos a marca, ao não informar atempadamente, colocou-os perante um risco desnecessário.

Além da investigação em curso pela Autoridade de Segurança Rodoviária dos Estados Unidos (NHTSA), também a família de Joshua Brown, o condutor que morreu no acidente com o Model S, contratou um poderoso escritório de advogados que tem a seu cargo o cálculo de uma choruda indemnização.

Fonte: The Wall Street Journal

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