Tecnologia Contactless: quais os benefícios em tempos de Covid-19?

Apesar da sua crescente utilização no dia-a-dia de comerciantes e consumidores, era difícil de prever o papel de destaque que a tecnologia contactless iria adquirir com a pandemia de Covid-19 não só no domínio dos meios de pagamento, onde alcança maior expressão mediática, como em muitas outras áreas da sociedade.

Contactless ao serviço dos Pagamentos

Higiénicos, rápidos e seguros, os pagamentos contactless afirmaram-se, nos últimos meses, não só como uma alternativa extremamente credível em relação ao dinheiro físico, como um precioso auxiliar das autoridades sanitárias e governativas na luta contra a pandemia e isso nota-se nas estatísticas.

De acordo com a solução de conhecimento REDUNIQ Insights, só no último mês de julho, os pagamentos contactless registaram um crescimento de 262% face ao mesmo período de 2019 tendo, atualmente, um peso na faturação total dos negócios portugueses de 26%, um valor que está em claro contraste com os 6% verificados no período homólogo do ano passado.

Como se percebe, os consumidores tiveram um papel de relevo no atingir destes números. O valor médio gasto em cada transação via contactless (ticket médio) disparou no último meio ano, vaporizando os números do ano passado em todos os sectores de atividade. Em janeiro, este indicador económico situava-se nos 14,46 euros, enquanto em julho, os dados indicavam uma subida de mais de 6 euros para os 20,75 euros.

A este considerável crescimento no valor que os portugueses gastam em cada pagamento contactless não é alheia a medida, transitória, do Banco de Portugal em aumentar o valor máximo por transação através de cartão contactless de 20€ para 50€ sem que para isso seja necessário inserir o PIN (até um valor global de 150€ diários ou um máximo de 5 transações por dia).

De igual modo, e como afloramos nos parágrafos anteriores, a higiene (o comerciante não toca no cartão do cliente), rapidez (em poucos segundos a transação completa-se) e segurança (evita andar com grandes quantidades de dinheiro no bolso, por exemplo) deste tipo de pagamentos, que se processam pela aproximação de cartão contactless a um terminal de pagamento automático (TPA), afirmam-se como benefícios que levam a um aumento da sua utilização por parte de consumidores e comerciantes.

É a estes últimos que marcas como a REDUNIQ procurou atender com o desenvolvimento de uma solução TPA contactless de última geração que além de permitir transações mais rápidas e diminuir o risco de propagação do vírus, uma vez que o pagamento se efetua sem que cartão e TPA físico se toquem, também permite ao comerciante uma redução de custos com o manuseamento do dinheiro e transações médias mais elevadas. Dado que a REDUNIQ é a única marca com a certificação de segurança PCI DSS em Portugal, este TPA contactless garante que todo o processo de pagamento é seguro em todas as suas dimensões e está apto a receber pagamentos de cartões/smartphones/wearables com tecnologia contactless integrada.

Tokenização dos Pagamentos

Contudo, a tecnologia contactless ao serviço dos pagamentos não se esgota nos cartões. A denominada “tokenização dos pagamentos” já permite que um smartphone ou wearable (pulseiras, smartwatches, etc.) possa fazer as vezes do cartão no pagamento de bens e serviços por via de aplicações “wallet” como a Apple Pay ou MB Way e, inclusive, transformar um iPhone num cartão contactless móvel.

Neste último caso, isto é possível através da tecnologia NFC (Near Field Communication) incorporada no iPhone (e noutros equipamentos) e de uma app desenvolvida pela Mobeewave que leva o dispositivo da Apple a funcionar da mesma forma que um qualquer TPA, basta para tal aproximar um cartão com tecnologia contactless ou um dispositivo compatível utilizando uma wallet e efetuar o pagamento.

Depois de configurar o cartão de débito ou crédito na wallet, esta envia os detalhes para o banco ou emissor do cartão, que substitui os dados do cartão por uma série de números gerados aleatoriamente, o token. Este número aleatório é armazenado no equipamento e usado posteriormente para todas as transações.

A natureza unívoca deste token, que só pode ser utilizado dentro da plataforma ou dispositivo que o tenha gerado, é matematicamente impossível de reconverter nos dados originais, pelo que uma eventual interceção não terá qualquer valor nem será possível de utilizar por um terceiro o que acaba por garantir uma inteira segurança aos seus utilizadores.

Contactless: assinaturas digitais e controlo de acessos

Os pagamentos são a face mais visível da utilização do contactless na nossa vida quotidiana, particularmente, durante a pandemia de Covid-19, mas não é a única. Ajustada à realidade pandémica, a tecnologia contactless está a ajudar em múltiplos outros domínios da sociedade.

Veja-se o caso do ramo da Logística que incorporou a tecnologia contactless no seu sistema de entregas para que o cliente possa assinar a receção (muito requisitada em compras online) da sua encomenda através do seu smartphone, mesmo sem ligação à Internet, mediante a digitalização de um código QR (código de barras bidimensional que pode ser facilmente digitalizado utilizando um telemóvel com câmara e que pode ser convertido em texto, endereço URL, SMS, etc.).

Da assinatura de entrega de encomendas passamos ao controlo biométrico de acessos. Com as impressões digitais a poderem ser fontes de contágio por Covid-19 e o reconhecimento facial a não poder realizado devido ao uso obrigatório da máscara, o contactless afirma-se como uma resposta eficiente ao permitir que o controlo dos acessos a qualquer lugar possa ser efetuado através da simples aproximação de um smartphone com esta tecnologia incorporada a um terminal de reconhecimento.

Poderíamos incluir aqui a verificação de entradas em espetáculos ou o acesso a informação em museus e galerias de arte em que, não com a mesma intensidade de hoje, a tecnologia contactless já ajudava não só a garantir o distanciamento social e a evitar o contacto das nossas mãos com superfícies externas, como proporcionava uma maior rapidez e fluidez dos processos de aquisição (informação, pagamento de transações, etc.).

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