Tecnologia ao serviço da [recuperação da] arte

Quão útil poderia ser a análise de obras de arte com recurso a técnicas não invasivas, que não implicassem a recolha de amostras ou intervenções arriscadas em tela? Tal já é possível e graças a uma tecnologia que fala português.

A Xpectaltrek desenvolveu um sistema dedicado ao restauro do património que permite detectar uma vasta informação, desde técnicas de produção, danos, intervenções que já sofreram, , com a vantagem de ser uma tecnologia não invasiva nem intrusiva. Em declarações à TSF, Sara Martins, conservadora-restauradora da Signinum, uma empresa de Braga dedicada ao restauro de património, responsável, por exemplo, pela reabilitação da igreja e da Torre dos Clérigos no Porto, revela que a Xpecam permite uma avaliação rigorosa sem necessidade de destruir parte da peça para recolha de amostras,  graças a um sistema de infravermelhos e radiação ultravioleta.

Para além de reduzir o erro nas técnicas de conservação e restauro, esta nova solução permite antecipar problemas, na medida em que caso os técnicos de restauro detectem há uma reação diferente por parte da obra, mesmo antes de esta ser visível a olho nu, é possível agir directamente sobre a causa de modo a reduzir a necessidade de uma intervenção mais drástica e intrusiva.

António Cardoso, diretor executivo daquela startup, explica que esta tecnologia tem aplicabilidade em muitas outras áreas, para além do património, nomeadamente “na Agricultura e na Indústria, relacionado com o controlo de qualidade, mas também na Saúde ou na Farmacêutica.

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