Tabela de singles inglesa vai passar a incluir vídeos musicais

A partir de hoje a inglesa Official Charts Company vai passar a contabilizar o número de streams e downloads dos videoclipes de música de modo a contribuírem para a posição que determinado tema ocupa na tabela de singles britânica.

Desde que o YouTube foi lançado, o site de streaming viu 20 videoclipes ultrapassarem a marca de dois biliões de visualizações (‘Despacito’ e ‘Gangnam Style’ são exemplos disso) mas tal facto em nada influenciou a posição dos temas na tabela de singles do Reino Unido.

Vídeos não oficiais e conteúdo gerado pelos fãs não contam para os valores mas os videoclipes oficiais no YouTube, Apple, Tidal e Spotify no Reino Unido são tidos em conta, a partir de agora, para o sucesso da canção.

Spotify logo
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“A maneira como os fãs de música a estão a consumir está a mudar todos os meses”, explica um dos responsáveis pela mudança, Martin Talbot. “Não faz sentido dizer que estamos a contar os valores atingidos por determinada música, se ignorarmos que ela também tem um vídeo”, acrescenta.

A mudança foi aprovada pelas editoras inglesas e pela BBC Radio 1, que passa a dar conta dos resultados às sextas-feiras. O primeiro gráfico a incluir fluxos de vídeo será publicado a 6 de julho. O gráfico de álbuns não será afetado; apenas o de singles.

Martin Talbot explica, também, que a alteração não significa propriamente que apenas os vídeos com produções milionárias sejam valorizados. “Não vamos, de repente, ver dezenas de músicas no Top 20 que nunca lá estiveram antes. Nos gráficos de teste, as músicas com vídeos virais receberam apenas uma pequena atualização na posição do gráfico”, esclarece.

Outra das razões por detrás desta decisão, prende-se com o facto de haver cada vez mais fãs jovens sem acesso a cartões de crédito ou à assinatura de um serviço de música pago, mas vão continuar a ouvir em serviços de streaming legítimos financiados por anúncios.

No sistema que estava atualmente em vigor, cada 150 streams de uma música contavam como uma “venda”. A partir de hoje, a proporção cai para 100: 1 para os utilizadores com um serviço de assinatura premium, enquanto a taxa livre dispara até 600: 1.

Estas alterações começaram a ser discutidas pela primeira vez há quatro anos.

Fonte: BBC

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