Sucessor do JPEG vai ocupar menos espaço

O Joint Photographic Experts Group aguarda, até 1 de setembro, que as organizações interessadas enviem as suas propostas de melhoramento do formato JPEG.

Além de se reduzir o tamanho do arquivo, desejavelmente em 60%, há outros objetivos que se pretendem alcançar com a modernização do “velhinho” JPEG como transparências e HDR; animações feitas a partir de múltiplos quadros, como o Live Photos da Apple; e ferramentas para adaptação de determinada imagem.

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O JPEG é um dos formatos de imagem mais utilizados no mundo e está a comemorar 25 anos de vida. O seu sucessor, o JPEG XL, deve resultar em arquivos 60% mais leves mas com a mesma qualidade.

Nos últimos anos foram surgindo outros formatos de imagem como o HEIF (High Efficiency Image Format), para iOS e macOS e que ocupa menos espaço, o MIAF (Multi-Image Application Format), apoiada pela Apple e pela Microsoft.

Há também o AVIF (AV1 Image Format), inspirado em codecs para vídeo, que está em desenvolvimento por Mozilla, Google e Netflix que virá a permitir transparências, HDR e fotos animadas. De referir, ainda, o JPEG XR criado pela Microsoft em 2009.

À data de hoje discute-se se o MIAF ou o AVIF se podem tornar na base para o JPEG XL. A Microsoft e a Apple são participantes ativas do Joint Photographic Experts Group e os engenheiros por detrás do AVIF concordam com a ideia. Independentemente do que venha a acontecer, o JPEG vai mesmo ter um sucessor.

O JPEG sobreviveu 25 anos porque é compatível com todo tipo de hardware, como máquinas fotográficas e telemóveis, e software, em vários sistemas operativos e browsers. Contudo, alguma da informação original da fotografia perde-se na sua conversão para o JPEG e as constantes necessidades de redução do espaço de armazenamento na cloud também levam a novas exigências.

À medida que migramos para ecrãs com resoluções maiores, as empresas procuram formas de reduzir o tamanho de fotos e vídeos, para economizar espaço nos servidores e exibir tudo o mais rapidamente possível. O JPEG XL pode, assim, ser o futuro.

A boa notícia é que o JPEG antigo não vai desaparecer por completo e a forma como víamos imagens até aqui, vai manter-se.

Fonte: CNET

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