Space X de Elon Musk quer fazer uma “limpeza” no espaço

Antes de levar astronautas à Lua e posteriormente fazer parte de uma histórica missão a Marte, a nave Starship pode vir a ajudar a recolher o lixo espacial. O plano foi anunciado pela diretora de operações da SpaceX Gwynne Shotwell.

Nomeada pela revista TIME como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, Shotwell disse que a nave estelar, com capacidade para transportar até 100 toneladas de carga ou 100 passageiros, pode realizar esse trabalho de limpeza da órbita terrestre. Assim, ajudaria a evitar, pelo menos em parte, um dos maiores problemas para a exploração espacial.

“É bem possível que pudéssemos alavancar a nave estelar para ir a alguns desses corpos de foguetões mortos e recolher algum desse lixo que está no espaço sideral”, comentou a executiva, que é um dos principais nomes na direção da empresa comandada por Elon Musk. A missão obedece a uma série de requisitos bastante exigentes e complicados, mas Shotwell revelou estar “muito animada” com o trabalho que tem pela frente.

Como a Starship ainda está na fase de testes de protótipos, deve demorar algum tempo até conseguir realizar este género de tarefas, caso o trabalho venha a ser aprovado.

Esta semana, a SpaceX testou um protótipo da Starship equipado com três propulsores Raptor pela primeira vez. O teste é conhecido como “disparo estático” e faz parte dos preparativos para um voo de grande altitude que deve acontecer em breve.

Formado por satélites desativados, restos de foguetes e diversos outros tipos de equipamentos, peças e detritos, de diferentes tamanhos, o lixo espacial traz riscos para as futuras missões e até mesmo para a Estação Espacial Internacional, que já precisou se desviar de algum entulho há poucas semanas.

Com muitas empresas a lançar cada vez mais satélites, inclusive a própria SpaceX, com a sua constelação Starlink, a quantidade de lixo espacial tende a aumentar consideravelmente. Atualmente, estima-se que há mais de 34 mil detritos com mais de 10 centímetros de largura na órbita terrestre, além de 128 milhões de fragmentos menores.

Fonte: Futurism

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