Sony revela Horizon Hunters Gathering: co-op PS5/PC com arte diferente
A Sony e a Guerrilla deram finalmente um nome e um rosto ao projeto cooperativo passado no universo Horizon: chama-se Horizon Hunters Gathering e chega a PlayStation 5 e PC.
Neste artigo encontras:
- Beta fechada, plataformas e o que (ainda) não sabemos
- Um novo tom para Horizon: estilizado, leve e claramente cooperativo
- Jogabilidade: três caçadores, duas provas e combates que pedem cabeça fria
- Construções, caçadores e um toque rogue-lite que convida à reexecução
- Um mundo vivo para além das caçadas: narrativa canónica e hub social
- O lugar de Hunters Gathering na estratégia PlayStation
Mais do que um mero spin-off, é uma mudança de registo clara para a série, com foco em ação tática entre três jogadores, progressão persistente e uma identidade visual que se afasta do realismo que ficou associado a Zero Dawn e Forbidden West.
Beta fechada, plataformas e o que (ainda) não sabemos
Antes do lançamento, a Guerrilla vai testar o jogo numa beta fechada de pequena escala no final de fevereiro. A inscrição é feita através do PlayStation Beta Program, e o estúdio confirma logo dois pilares técnicos cruciais: haverá crossplay e cross-progression entre PS5 e PC. Traduzido: jogas com quem quiseres e levas o teu progresso contigo.
Quanto a data de lançamento ou preço, não há compromissos. Continua em aberto se Horizon Hunters Gathering será um título premium tradicional ou se vai adotar um modelo free-to-play. Esta indefinição diz muito do contexto atual dos “jogos como serviço”: as equipas preferem validar equilíbrio, retenção e economia antes de fechar o modelo.
Um novo tom para Horizon: estilizado, leve e claramente cooperativo
O primeiro impacto é visual. Hunters Gathering assume um estilo artístico estilizado, com personagens e máquinas mais expressivos e cores mais vivas. Não é um capricho: é uma escolha de design para reforçar leitura em combate, tornar a ação mais legível a três e sublinhar um tom mais descontraído. Quem vem da imponência fotorealista de Aloy pode estranhar, mas há vantagens técnicas e de usabilidade nesta direção, especialmente quando o ecrã se enche de efeitos, estados e telemetria de equipa.
As comparações com a filosofia “caça em grupo” que muitos associam a Monster Hunter não são descabidas. Ainda assim, este não é um clone: a Guerrilla está a transportar a precisão táctica e o feedback contundente do combate de Horizon para um tabuleiro mais cooperativo, com timings, posicionamento e sinergias no centro.
Jogabilidade: três caçadores, duas provas e combates que pedem cabeça fria
O coração do jogo são caçadas repetíveis e exigentes. A estrutura assenta em equipas de três jogadores que enfrentam máquinas mortíferas em encontros desenhados para testar leitura e execução. Há duas experiências distintas já confirmadas para a beta:
- Machine Incursion: uma missão de alta intensidade em que vagas de máquinas saem de portais subterrâneos, culminando numa luta contra um chefe. Ritmo acelerado, gestão de recursos e foco em controlo de áreas.
- Cauldron Descent: uma descida mais longa por salas que mudam a cada tentativa. É um percurso por camadas com encontros brutais, escolhas de risco/recompensa e portas secretas que só se abrem a equipas preparadas.
A Guerrilla descreve o combate como tático, reativo e muito dependente de skill. Se jogaste os Horizon principais, espera-te mira cirúrgica a pontos fracos, stuns, estados elementais e uma dança constante entre corpo-a-corpo e distância agora temperada pela dinâmica de papéis na equipa.
Construções, caçadores e um toque rogue-lite que convida à reexecução
Há um alinhamento de Hunters jogáveis, cada um com abordagem própria do lutador mais físico ao especialista de longo alcance e uma panóplia de armas que incentivam estilos distintos. Em cima disso existe um sistema de perks com ADN rogue-lite: as tuas escolhas durante a run moldam a build e abrem sinergias inesperadas, o que incentiva a experimentar, repetir e evoluir. Este tipo de progressão funciona particularmente bem em jogos cooperativos, porque dá margem para composições de equipa complementares e decisões de momento com impacto real.
Um mundo vivo para além das caçadas: narrativa canónica e hub social
Nem tudo é “grind”. A Guerrilla confirma uma campanha narrativa que expande o lore de Horizon, com personagens, ameaças e mistérios que se irão desdobrar para lá do lançamento e, importante, totalmente canónica. Para quem segue a história deste universo, é a garantia de que Hunters Gathering não é um apêndice descartável.
Entre missões, o ponto de encontro é o Hunters Gathering um hub social vibrante onde personalizas o teu caçador, visitas vendedores, melhoras equipamento e fechas a tua equipa para a próxima investida. É aqui que se sente o “MMO na medida certa”: social quando queres, focado quando é preciso.
O lugar de Hunters Gathering na estratégia PlayStation
O novo projeto coop da Guerrilla surge num ecossistema Horizon que se está a diversificar. Em paralelo, a Sony colabora com a NCSoft num MMORPG para mobile e PC, Horizon Steel Frontiers, e há planos para um filme live-action com produção prevista para avançar este ano, com estreia apontada a 2027. O suposto “Horizon 3”, por sua vez, ainda estará longe. No meio desta constelação, Hunters Gathering cumpre dois objetivos: mantém a chama do universo acesa com conteúdos regulares e convida uma audiência mais ampla jogadores de PC incluídos a mergulhar numa experiência partilhada.
Se a Guerrilla acertar no equilíbrio entre profundidade, acessibilidade e cadência de novidades, pode ter aqui um pilar cooperativo duradouro para o catálogo PlayStation.
Fonte: IGN





Sem Comentários! Seja o Primeiro.