Sonda Parker entrou pela primeira vez na atmosfera do Sol

Red Magic 3S

Os cientistas e astronautas estão constantemente a tentar descobrir o que há para lá deste pedaço de terra plantado ao Sol. E desta vez, as notícias chegam-nos mesmo do Sol, esta estrela que está ativa há mais de 5 mil milhões de anos.

A Sonda Parker, da NASA, conseguiu entrar pela primeira vez na atmosfera do Sol. Foi à terceira de mais de vinte passagens previstas à volta do Sol que as notícias foram enviadas.

Os astronautas e restante comunidade científica puderam confirmar a elevadíssima temperatura do Sol – 1 milhão de graus centígrados e ventos solares na ordem dos 540 000 km por hora, isto é, 150 km por segundo são números difíceis de compreender para qualquer um de nós. Esta quarta-feira foram conhecidos muitos pormenores através de 4 estudos publicados na revista Nature.

Esta sonda espacial entrou na coroa solar, ou seja, aquele halo de luz branca que é visível à volta do sol aquando de um eclipse total. Nunca tal tinha acontecido na história. Nenhuma sonda esteve tão perto do Sol. A Parker conseguiu ultrapassar a cromosfera e entrou na zona da coroa e da heliosfera.

Lançada em agosto do ano passado deve concluir a sua missão de dar ainda mais de duas dezenas de voltas em meados de 2020, no entanto, só retornará em 2025. Esperando obviamente que consiga “sobreviver” às condições tão adversas que por lá existem. É de acrescentar aos números anteriores que, esta sonda ainda tem de “sobreviver” ao fortíssimo impacto de campos magnéticos.

Neste momento, a Parker encontra-se para além de Mercúrio e a completar a próxima volta.

A “estrela da vida” – o Sol, fica assim mais perto de nós que é o mesmo que dizer que quando surge mais alguma informação nova parece que nos sentimos mais próximos. E se se pensa que esta estrela não faz pouco ao dar-nos vida estamos enganados.

E lá vive-se em completa agitação. Explosões a toda a hora, poeiras magnetizadas por todos os lados, partículas rápidas demais para conseguirmos sequer imaginar e interferências até nas frequências rádio na Terra.

Fonte: Nature

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