Software de edição de áudio Audacity acusado de spyware com nova política de privacidade

O Software de edição de áudio Audacity negou acusações de que tem sido alvo nos últimos dias sua nova política de privacidade o transformou em “possível spyware”.

Audacity, com mais de 100 milhões de utilizadores em todo o mundo, é popular entre editores de podcast e música. A sua política diz que os dados podem ser compartilhados com sua empresa na Rússia, a WSM, bem como as autoridades regionais.

O Audacity diz que os únicos dados que troca com os seus utilizadores são atualizações de software e relatórios de erros, mas desde que a política do Software foi atualizada, tem havido inúmeros utilizadores preocupados por não conseguirem desinstalar ou reverter para uma versão mais antiga.

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Alertar utilizadores

O Audacity foi comprado pela empresa cipriota Muse Group em abril de 2021.
O chefe de estratégia, Daniel Ray, disse à BBC News: “Não sabemos nada sobre nossos utilizadores. “Não queremos as informações pessoais dos mesmos – isso não nos ajuda.”

A empresa, que adquiriu o Audacity pretendia lançar atualizações mais frequentes, disse Ray. A politica do software foi “escrita por advogados, para ser analisada e validada por advogados e não pela pessoas comuns”, é um dos requisito que qualquer software tem de ter registado.

Daniel Ray afirmou que menores de 13 anos não podem mais utilizador o aplicativo Audacity, para cumprir as leis de dados conforme definido por lei, mas qualquer pessoa de qualquer idade ainda pode usar o produto no modo offline.

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Os dados dos utilizadores europeus são armazenados na Europa, mas Audacity pode “ocasionalmente” compartilhar todas as informações na sua sede na Rússia.

Vários endereços de protocolo de Internet (IP) individuais foram codificados, usando uma técnica de criptografia chamada hashing. A empresa veio a publico informar que pretendia  “modernizar” o Audacity.

“Anteriormente, as atualizações eram feitas muito lentamente demorando por vezes alguns anos e no futuro pretendemos efetuar atualizações semanalmente”.
O objetivo era monitorizar sinais de potencial negação de serviço distribuída (DDoS), porque quando um software é inundado com solicitações de dados a intenção é de o colocar offline.

Fonte : BBC

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