Scarlett Johansson acusa Sam Altman e OpenAI de usar a sua voz Sem Autorização

No mundo da tecnologia e da inteligência artificial, a linha entre a inovação e a invasão da privacidade parece estar cada vez mais ténue. Um caso recente que ilustra perfeitamente este dilema envolve a reconhecida atriz Scarlett Johansson e a empresa OpenAI, liderada por Sam Altman. Este incidente levanta questões importantes sobre ética, direitos autorais e a humanização da tecnologia, que merecem ser exploradas.

Scarlett Johansson, conhecida não só pelo seu talento no cinema mas também pela sua voz distintiva, encontrou-se no centro de uma polémica tecnológica quando a OpenAI tentou contratá-la para dar voz ao seu ChatGPT, especificamente à nova versão do bot chamada Sky. A atriz recusou a oferta, mas isso não foi o fim da história. Posteriormente, Johansson expressou o seu desconforto ao descobrir que a OpenAI utilizou uma voz surpreendentemente semelhante à sua na versão final de Sky, sem o seu consentimento. Este facto levou a atriz a tomar medidas legais, resultando na remoção da voz pela OpenAI.

O incidente não é isolado na carreira de Johansson. Ela já havia enfrentado uma situação semelhante no passado, quando demandou um desenvolvedor por usar a sua voz numa aplicação de edição de imagens chamada Lisa AI. Este histórico de defesa dos seus direitos autorais e de imagem mostra a determinação da atriz em proteger a sua identidade digital.

A questão central deste caso gira em torno da criação de vozes artificiais que imitam indivíduos reais. Enquanto a tecnologia avança a passos largos, permitindo inovações como a capacidade de ChatGPT de falar e analisar imagens, surgem também dilemas éticos significativos. A utilização de vozes que imitam pessoas reais sem o seu consentimento levanta questões sobre os limites da tecnologia e o respeito pela individualidade e direitos de cada um.

Este caso também destaca a necessidade de uma regulamentação mais clara no que diz respeito à inteligência artificial e ao uso de propriedades intelectuais. A linha entre inspiração e imitação pode ser ténue, mas é crucial que as empresas de tecnologia naveguem por esta fronteira com ética e responsabilidade, garantindo que os direitos dos indivíduos sejam sempre respeitados.

À medida que continuamos a explorar as possibilidades que a IA oferece, é imperativo que também consideremos as implicações morais e legais dessas inovações. A proteção da identidade e dos direitos autorais deve permanecer uma prioridade, assegurando que a tecnologia sirva para melhorar a sociedade, respeitando sempre a dignidade e os direitos dos indivíduos. A minha opinião é que este caso deve servir como um ponto de reflexão para as empresas de tecnologia, encorajando-as a desenvolver práticas mais éticas e transparentes no uso de propriedades intelectuais e na criação de conteúdo gerado por IA.

Fonte: nytimes

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