Saúde é dos setores que mais é vítima de ciberataques
Os sistemas de IT de hospitais, centros de saúde, fornecedores de equipamento médico e clínicas privadas têm sido atacados cada vez mais frequentemente nos últimos anos.
O setor da saúde tem sido um dos mais afetados ao nível global em 2023, tendo inclusivamente ocupado o terceiro lugar na primeira quinzena de março com um total de 16 novas vítimas expostas em sites de ransomware – o que é extremamente preocupante dada a confidencialidade dos dados em causa. Só para se ter uma noção os dados dos cartões de crédito/débito têm pouco valor em comparação com os dados de saúde, lê-se na nota enviada à imprensa.
As conclusões são da S21sec, um dos principais fornecedores de cibersegurança da Europa, que se tem dedicado a analisar os impactos que os ciberataques podem ter na saúde pública.

O setor da saúde é já um dos cinco mais atacados pelo que a 21Sec recomenda que qualquer incidente ou indisponibilidade de serviços tenha rápida resposta for forma a minimizar o impacto, a curto, médio ou longo prazo. Nestes ataques a verdadeira vítima é sempre o paciente, quer seja em questões financeiras, reputacionais ou mesmo ao nível da sua própria vida.
Os ataques remotos ou online tornam-se especialmente sensíveis nos cuidados de saúde, com todas as opções de rede que estão a ser desenvolvidas e com a evolução rumo à “e-Saúde”. O setor da saúde é um dos que sofrem com o maior número de ataques bem-sucedidos devido a vulnerabilidades da web ou a configurações menos seguras.
Os ataques internos têm origem em alguém que tem acesso à rede e aos serviços a partir do interior da organização e que, até involuntariamente, pode tornar-se cúmplice de um atacante, por desconhecimento ou por engano, ou até mesmo ser o próprio atacante. A falta de hábito ou de formação na utilização de protocolos de segurança ou a vocação para se dedicar inconscientemente aos cuidados do paciente são as causas por detrás desta vulnerabilidade.
Já os ataques de proximidade estão relacionados com tecnologias de comunicação de curto alcance. Em particular, no sector da saúde encontramos muitos dispositivos médicos que fazem uso destas tecnologias (Bluetooth, WiFi, RFID, irDA, etc.), estando grande parte deles mal configurados ou com protocolos obsoletos e inseguros.
Finalmente os ataques à cadeia de fornecimento (ou fornecedor) têm origem, precisamente, no fornecedor com o objetivo de chegar aos seus clientes.




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