Samsung prepara avalanche de telemóveis dobráveis no próximo ano
A Samsung entrou em modo ofensivo. Os planos para 2026 apontam para uma aceleração clara no segmento premium, com metas de vendas agressivas e uma aposta reforçada em inteligência artificial no telemóvel. Em números, a marca pretende colocar 35 milhões de unidades do próximo Galaxy S26 nas mãos dos consumidores, com 24 milhões projetados apenas nos primeiros seis meses após o lançamento.
Neste artigo encontras:
- Dobráveis com meta firme: 5 milhões de unidades
- IA como motor de crescimento (e vantagem competitiva)
- Galaxy S26: novos sensores, novo chip e “IA de nova geração”
- O enigma do S25 Edge ultrafino
- Meta financeira recorde: 90,7 mil milhões de dólares
- Desafios no horizonte: oferta, preço e concorrência
- O que isto significa para os consumidores em Portugal
Para servir de comparação, a geração anterior tinha uma fasquia inferior nesse mesmo período. A estratégia mostra que a empresa confia no apelo do seu próximo topo de gama — e na tração que a IA está a ganhar junto dos utilizadores.
Dobráveis com meta firme: 5 milhões de unidades
Além da série S, a fabricante mantém o foco nos dobráveis. A família Fold e Flip, que terá um novo capítulo em julho de 2026, surge com um objetivo concreto de 5 milhões de unidades. O recado é claro: os dobráveis deixaram de ser uma curiosidade tecnológica para se tornarem uma linha estratégica com metas tangíveis.
Para lá da evolução do design e da durabilidade, espera-se que o software e a experiência integrada — produtividade no Fold, criatividade e estilo no Flip — façam a diferença num mercado que, apesar de crescer, ainda precisa de convencer mais utilizadores a abandonar o formato tradicional.
IA como motor de crescimento (e vantagem competitiva)
Se 2025 consolidou a ideia, 2026 será o ano de dobrar a aposta: a Samsung atribui o bom desempenho recente dos seus topos de gama às funcionalidades de IA incorporadas no sistema. Ferramentas que ajudam a fotografar melhor, resumem textos, traduzem chamadas em tempo real e automatizam tarefas do dia a dia estão a mudar a forma como usamos o smartphone.
Ao mesmo tempo, a concorrência direta sente a pressão: embora tenha feito avanços sólidos noutros campos, continua a ser vista como menos avançada em IA on-device, uma área onde a Samsung tem ganho palco. Esta vantagem poderá ser determinante para capturar upgrades em massa e cativar utilizadores indecisos.
Galaxy S26: novos sensores, novo chip e “IA de nova geração”
O próximo topo de gama chega em janeiro com três pilares: sensores de câmara renovados, um chip mais capaz e uma nova vaga de funcionalidades de IA. Sem revelar todos os detalhes, a marca já sinalizou melhorias nas câmaras — onde o processamento computacional tem tanto peso como o hardware — e um processador pensado para cargas de trabalho de IA, com aceleração dedicada e maior eficiência energética. Na prática, isto pode traduzir-se em:
- Fotografia noturna mais limpa, com melhor gestão de ruído e cor.
- Zoom mais estável, graças a algoritmos de fusão de imagem e melhores dados de profundidade.
- Edição inteligente no próprio dispositivo, minimizando a dependência da cloud.
- Traduções e transcrições mais rápidas e privadas, feitas no telemóvel.
- Sugestões contextuais mais úteis, que respeitem a privacidade do utilizador.
Para o utilizador, o benefício é simples: desempenho consistente, bateria a durar mais e menos fricção nas tarefas do dia a dia.
O enigma do S25 Edge ultrafino
Um apontamento curioso no alinhamento recente foi o modelo ultrafino da geração anterior, que não terá atingido o nível de procura esperado. A ergonomia e a estética jogam a seu favor, mas o público premium tende a priorizar autonomia, câmaras e potência sustentada — áreas onde o design extremo coloca desafios.
Em 2026, é provável que a marca refine o posicionamento deste tipo de produto: continuará a ser um “cartão de visita” de engenharia, mas a proposta tem de ser inequívoca em benefícios práticos.
Meta financeira recorde: 90,7 mil milhões de dólares
No plano financeiro, a divisão móvel traça para 2026 um objetivo de faturação na ordem dos 90,7 mil milhões de dólares. É um patamar invulgarmente alto e que só fará sentido com uma execução disciplinada: cadeias de produção estáveis, um mix de produto a puxar pelo ticket médio (S26 e dobráveis) e campanhas de troca de equipamento que facilitem a atualização de gerações mais antigas.
Se a IA continuar a ser um argumento forte em comunicação, a margem para ganhar quota junto de utilizadores avançados e profissionais é real.
Desafios no horizonte: oferta, preço e concorrência
Ambição não falta, mas há riscos a gerir:
- Capacidade de produção para responder aos 24 milhões de S26 no arranque.
- Escalonamento de funcionalidades de IA sem sacrificar autonomia.
- Competição crescente no segmento premium Android, sobretudo na China.
- Sensibilidade ao preço na Europa, onde campanhas com operadoras e programas de retoma podem ditar a velocidade de adoção.
O que isto significa para os consumidores em Portugal
Para o mercado português, o ciclo de 2026 deverá trazer packs de lançamento agressivos, com ofertas de armazenamento, descontos por retoma e subscrições de serviços. Quem valoriza fotografia e produtividade terá no S26 uma evolução tangível, ao passo que os entusiastas de design e mobilidade criativa continuarão a olhar para os dobráveis com curiosidade — e, cada vez mais, com confiança.
No conjunto, a mensagem é inequívoca: a Samsung quer liderar a próxima fase do smartphone, onde o hardware é importante, mas a inteligência que o alimenta é o verdadeiro diferencial. Se cumprir o plano, 2026 pode ficar na história da marca como o ano em que números e inovação caminharam ao mesmo ritmo.
Fonte: Mashable





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