Rover Perseverance chega a Marte

A 30 de Julho de 2020 a NASA lançou o seu mais recente rover para Marte, o Perseverance, cuja missão é a recolha de informação sobre uma possível futura colonização do planeta vermelho, mas também sinais de vida microbial que tenham estado presentes no passado.

O Perseverance aterrou no passado dia 18 de Fevereiro às 8h55min (Portugal Continental) na cratera de Jezero, localizada na bacia de Isidis. A sua missão terá uma duração mínima de um ano marciano (687 dias), que se trata de uma duração bastante curta para um programa desta dimensão.

O rover tem equipadas 19 câmaras e 7 novos instrumentos científicos, incluindo uma broca preparada para recolher amostras do solo marciano. O seu design geral é muito baseado no seu antecessor, o Curiosity, mas ao mesmo tempo possui algumas melhorias baseadas na missão anterior. As novas rodas de alumínio são mais resistentes e possuem um perfil mais estreito mas  com um diâmetro maior. O seu braço robótico é também mais longo e resistente que o de Curiosity.

Outro propósito da sua missão é transportar o Ingenuity, o primeiro helicóptero transportado para Marte. O seu propósito será realizar o primeiro voo na superfície marciana e começar a explorar terreno para futuras missões ao planeta vermelho. O início da sua missão terá início nos primeiros 30 sois (31 dias terráqueos) após a aterragem em Marte.

A razão para esta missão ser tão curta deve-se ao facto de estar “dividida” em duas partes. A primeira parte trata-se do rover Perseverance e do helicóptero Ingenuity, e a segunda parte será o lançamento de uma missão de recuperação de amostras recolhidas pelo rover.

Esta segunda missão só será iniciada em 2026, não só para a NASA se certificar que obteve boas amostras através do rover mas também porque será a altura ideal entre o alinhamento da Terra com Marte. A missão consistirá no lançamento de dois novos módulos, um orbital e um de aterragem.

O módulo de aterragem irá à superfície marciana recolher as amostras da cache do Perseverance e irá retornar a orbita para se juntar ao módulo orbital. No entanto esta missão só está planeada regressar em 2031, ou seja, teremos de esperar mais uma década até podermos finalmente analisar em primeira mão rochas do planeta vermelho.

Fonte: NASA

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