Renault pode ser a equipa da F1 a atingir oficialmente os 1.000 cavalos?

Estamos habituados a ler ou a ouvir dados tão altos de marcas bastante robustas do mundo automóvel, tais como, Mercedes e Ferrari. Contudo, a primeira marca a anunciar que consegue chegar bastante perto do 1.000 cavalos foi a Renault Sport.

Com o aproximar da próxima temporada/época de fórmula 1, o secretismo relativamente às motorizações e aos próprios desportivos de cada marca faz-se sentir, na ambição de não divulgar nada para a concorrência.

Assim, de um modo diferente, a Renault fez questão de anunciar a triunfante conquista de um motor de 1.000 cavalos para os novos veículos conduzidos por Daniel Ricciardo e Nico Hülkenberg provavelmente numa tentativa de pressionar e intimidar a concorrência. Ao longo dos tempos, cada equipa da fórmula 1 procurou atingir a máxima potência e eficiência para os seus veículos. Todas pareciam almejar a conquista da marca dos milhares no que diz respeito a potência.

 

Com o abandono dos V8 atmosféricos de 2.4 litros, pela F1 em 2014, em virtude dos V6 turbo de 1.6 litros, estes níveis de potência regressam após o seu abandono em 1988 (motores turbo) por proibição da FIA. A realçar, que a Renault foi a primeira equipa a integrar oficialmente, um motor turbo na fórmula 1 em 1977, que desencadeou uma escalada no desenvolvimento destes motores nos anos seguintes até à data da sua proibição face aos elevados custos de desenvolvimento que não poderiam ser comportados por equipas de menores dimensões.

Acompanhando as tendências do mercado automotivo, a fórmula 1 procurou aumentar a potência com menores custos ambientais e energéticos através da “hibridização” dos seus motores. Assistimos a motores a combustão auxiliados por motores elétricos com turbos elétricos que se destinam a aplicar mais força ao veículo ou como geradores de energia proveniente de travagens ou gases de combustão.

Por detrás dos 1.000 cv anunciados pela Renault, encontra-se um motor que não ultrapassa os 700 cavalos de potência real. Como refere Remi Taffin, responsável pelo departamento de motorizações da Renault Sport, a “unidade motriz” tem uma potência combinada de 1.000 cavalos mas apenas por auxílio de duas motorizações elétricas (o MGU-K e MGU-H, cada um com 160 cv) em conjunto com os 700 cavalos provenientes do V6 de 1.6 litros.

A proeza apresentada de forma oficial nunca havia sido feita, uma vez que antes de 1988, as equipas conseguiam em treinos de qualificação mais de 1.500 cavalos com os seus motores mas nunca o atingiam de forma oficial (quer por falta de tecnologia, como de conhecimento).

Por agora, resta-nos apenas aguardar pelo início da temporada e deliciar-mo-nos com o aumento de desempenho da Renault e das outras marcas rivais, para confirmar se todas conseguirão proeza semelhante ou se irão tomar outros rumos no que diz respeito ao desenvolvimento de veículos circuito.

Fonte AutoBlog

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