Quando o trabalhar a partir de casa não é suficiente

Nestes tempos difíceis que temos vivido ultimamente em todo o mundo, os líderes das empresas devem estar a reconhecer que de facto nada paga o valor do seus empregados. As empresas viram-se de repente sem pessoas físicas nos seus habituais locais de trabalho, apesar da grande maioria trabalhar a partir de casa, do ponto de vista da entidade patronal as coisas não são bem como estariam à espera.

Terem dezenas, por vezes centenas de pessoas em casa a tentar dar o seu melhor para manter os seus postos de trabalho e a empresa para a qual trabalham a funcionar, não é bem exactamente o mesmo que ter 3 ou 4 trabalhadores nesse tipo de situação.

A COVID-19 têm sido uma tragédia humana à escala mundial: vidas perdidas, pessoas a sofrer psicologicamente, as economias dos países a serem severamente punidas pela pandemia e pelas medidas tomadas pelos respectivos governos.

Mas uma das primeiras respostas das entidades patronais à situação e também como medida de contenção da doença, foi para as pessoas ficarem de quarentena em casa e para se adaptarem o melhor possível ao trabalho uma vez que ficaram impedidas de irem fisicamente para os seus postos habituais. E de facto muitos, mas mesmos muitos trabalhadores têm estado em casa a realizar dentro da medida do possível o seu trabalho. Aliás, a Atlas reportou um aumento de 124% de utilização de redes virtuais privadas em apenas 2 semanas.

Mas foi de facto, e têm sido um factor de bastante importância no combate à pandemia, o distanciamento social acima de tudo. Mas trabalhar a partir de casa, não é fácil e não é para todos, ao contrário do que muitas pessoas possam pensar. As empresas têm enfrentando verdadeiros desafios em tentar manter os seus ecosistemas de negócios e manter a cultura da empresa.

No caso de trabalhadores como por exemplo os freelancers que podem trabalhar basicamente a partir de qualquer local, não deverão ter grandes dificuldades em adaptar-se a esta realidade actual. Mas a grande maioria das pessoas, ainda por cima sem poderem sair de suas casas mesmo nas alturas em que não estão em horários laborais não é fácil.

Várias foram as grandes e pequenas empresas a enviarem os seus trabalhadores para casa para sua própria segurança e dos seus colegas. Empresas como a Apple, Amazon entre tantas outras decidiram optar por essa situação. Mesmo assim não ficaram imunes ao coronavírus, com a Amazon a ter funcionários a testar positivo em pelo menos 6 lojas da marca.

Aos trabalhadores que actualmente estão em casa a trabalhar a tempo inteiro, eles próprios também têm os seus desafios. Apesar de usufruírem da tecnologia que lhes dá suporte para o fazer, o facto de ficarem longe dos seus familiares, dos seus amigos, não poderem sair de casa, em alguns casos terem de cuidar em simultâneo dos próprios filhos começa a deixar psicologicamente em baixo muitas pessoas. Os empresários por outro lado começam a verificar que mesmo em regime de trabalho remoto as coisas não são as mesmas.

Nem todas as pessoas vão render o mesmo a trabalhar em casa do que no posto de trabalho da empresa, outras poderão o fazer mas os empresários começam a verificar que apesar de tudo, e além do negócio em si, as empresas estão vazias. Falta basicamente as pessoas. Do ponto de vista dos empresários nada como ter as suas empresas, ver os seus negócios a funcionarem normalmente e os seus trabalhadores pessoalmente no seu dia a dia.

Poderá ser que no meio desta desgraça que estamos a viver, os empresários passem a dar mais valia ao trabalhador, à pessoa em si que encontra-se por trás do seu negócio, porque infelizmente não é essa na grande maioria das vezes a cultura empresarial que vivemos. Esta é a altura certa para que os empresários vejam que de facto sem as pessoas, acabou-se tudo.

Fonte: ZDNet

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