Profissionais de Banda Desenhada manifestam-se contra o uso de arte gerada por IA

Vários artistas e editores que trabalham na indústria da banda desenhada têm ocupado as redes sociais com protestos contra o uso de arte gerada por Inteligência Artificial.

O editor de aquisições da BOOM Studios!, Jon Moisan, foi o mais vociferante sobre o assunto, criticando principalmente artistas que tentam “enganar” os editores, enviando imagens geradas por inteligência artificial como se fossem trabalhos originais.

“Se me enviar arte gerada por IA na tentativa de conseguir trabalho e eu descobrir, farei tudo o que estiver ao meu alcance para garantir que seja banido da indústria de banda desenhada. Não há espaço para fraudes neste meio”, escreveu Moisan no Twitter.

Outros profissionais que partilham das mesmas opiniões de Moisan foram a editora Heather Antos e o vice-presidente da Z2 Comics, Rantz A. Hoseley. Entre a comunidade artística várias outras vozes se juntaram contra as imagens geradas por inteligência artificial, entre eles Dave Rapoza e Lois van Baarle.

Rapoza argumentou ainda que não é totalmente contra a IA, mas considera que os artistas deveriam ser recompensados pelo uso dos seus trabalhos originais como “materiais de referência” para os softwares de geração de imagens.

A ArtStation, uma plataforma que permite que artistas que trabalham com jogos, filmes, media e entretenimento mostrem os seus portfólios, foi inundada com uma imagem postada repetidas vezes por diferentes utilizadores: um grande sinal vermelho de “NÃO” a cobrir a sigla “AI” e a legenda “Nenhuma imagem gerada por AI”.

Para muitos artistas da ArtStation, sobrepor imagens geradas por IA ao seu próprio trabalho é “humilhante e prejudica o tempo e o talento que são investidos na sua arte”. As ferramentas de geração de imagens com inteligência artificial têm sofrido fortes críticas de artistas porque aprendem com obras de arte feitas por humanos extraídas da Internet e, em seguida, misturam-nas ou copiam-nas exatamente iguais sem qualquer atribuição de créditos.

Fonte: Mezha Media

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