Professor Dindó e a futurologia dos computadores

Em dia de azar e superstições, aproveitei para pegar na minha bola de cristal e ver as últimas novidades no mundo dos agoiros. E já que estava com a mão na massa decidi ver como é que será o futuro dos computadores.

E de azarado não tem nada. Aliás, o futuro parece só trazer coisas boas aos computadores, tecnologicamente falando. Podia numerar 13 inovações que vão dar nova vida aos computadores de secretária, aos portáteis ou aos mais recentes ultrabooks. Mas não vá algum leitor sofrer de Paraskavedekatriafobia, vou partilhar apenas as ideias que serão mais marcantes para o mercado computacional num futuro próximo.

Eu Jurandir Dindó, vidente, bruxo, lançador de cartas e talhador de azias, apregoo que o futuro fará com que os utilizadores estejam cada vez mais em contacto com os seus computadores, mas tocando-lhe cada vez menos. No distante dia de Amanhã, as máquinas estão equipadas com sensores de movimento que permitem ao internauta executar pequenas funções através de gestos e de comandos de voz. Sim! O reconhecimento vocal também está talhado pelo destino como uma das peças fundamentais dos computadores no futuro. É a maneira mais humana de interacção, esta de falar para tudo e todos. E a comunicação tenderá a ser bidireccional, falamos nós para os portáteis e respondem eles com avisos e notificações – passar horas a fio no computador deixará de ser sinónimo de solidão.

Ao mesmo tempo prevejo que estes sistemas cinéticos vão ser inteligentes e autónomos o suficiente para ajudar o conceito de Web 3.0 a evoluir. Através do detecção da posição dos olhos por exemplo, o computador será capaz de nos dar dicas de como melhorar a nossa postura em frente ao PC, será capaz de saber quais as matérias e as zonas que nos chamam mais a atenção e será capaz de sugerir informação que nos interessa (e que menos nos interessa como a publicidade) mesmo sem ter que procurar por ela. Isto é tão certo como a carta 13 do Tarot ser a Morte. O rastreamento ocular também servirá como o motor que controla os ratos e vai com certeza ajudar pessoas com dificuldades motoras nos membros superiores.

E será também num piscar de olhos que as plataformas sensíveis ao toque vão invadir o mercado da computação. Os ecrãs além de estarem a caminhar a passos largos para o mundo do touchscreen, os próprios teclados têm uma tendência natural a desaparecer. E se os anoréticos e futuristas ultrabooks pudessem dispensar as teclas, aliada à possibilidade dos ecrãs flexíveis, então dentro de cinco anos já existirão computadores de bolso que não são mais do que duas folhas dobradas. O Jurandir vê, o Jurandir sente e aposto no nome de «lapshelltop» para estes dispositivos. Apesar dos designs mais limpos e da portabilidade mais prática que nunca, estes holo-computadores sofrem de insuficiência de barreiras físicas: será impossível escrever sem olhar para o teclado, como seria impossível um cego andar num mundo holográfico, pois não existem elementos físicos que ajudem na orientação.

A acompanhar estas tendências estará a integração entre dispositivos móveis e seus sistemas operativos, e os SO dos computadores. O Mountain Lion dos Macs está cada vez mais parecido com o iOS, os usuários Androids procuram cada vez mais integrar funcionalidades entre smartphone e computador, enquanto o Windows 8 é certamente um passo dado em frente neste campo. O futuro é mais intuitivo e simplificado, garantia do Dindó.

Para todas estas inovações serão precisos hardwares dignos e competentes. Da evolução dos chips de processamentos e das unidades gráficas não preciso de falar, esse futuro até vocês conseguem ver na tigela dos cereais. Mas eu vejo, e vejo claro como um dia primaveril onde não chove, que os sistemas de arrefecimento serão maioritariamente líquidos. O liquido tem uma massa térmica maior que o ar – ventoinha ou piscina de água para refrescar? O fim dos computadores a escaldar chegou.. falta de Loki para eles.

Pelo menos não há gatos pretos nem computadores debaixo de escadotes. Não será um futuro barato, mas será um futuro mais eficiente e mais racional – se bem que falar para computadores não é de todo um processo cheio de razão. Mas eu também falo para a minha bola de cristal e falo para o Caldeirão das Águas Estagnadas para saber o que os dias de amanhã e as empresas tecnológicas vão trazer-vos. Por isso estejam à vontade, qualquer dúvida é só dispor. E em vez de achar que não pode cortar o cabelo numa sexta-feira 13 pois morre no dia a seguir, ou de que não pode passar em frente a um funeral porque alguém da família vai morrer, pense é no seu futuro e naquilo que mais precisa. A tecnologia encarrega-se do resto.

PS: também benzo peças em prata e ouro e empalho animais

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