Possuo um Galaxy S20: Necessito de uma câmara DSRL?

Para quem já possua o novíssimo Samsung Galaxy S20 ou esteja indeciso entre a sua aquisição e uma câmara digital DSRL iremos tentar o ajudar a desmistificar se finalmente as câmaras digitais podem agora ser substituídas por um smartphone ou não.

Sabemos desde já todas as especificações e capacidades de hardware que o Galaxy S20 possui, também já sabemos das suas qualidades a nível de fotografia, mas será o suficiente para bater uma DSRL? Existe uma frase iconica que diz ”a melhor câmara é a câmara que tens contigo”. Esta frase nunca foi tão verdadeira quanto o é hoje, com equipamentos no mercado como o Galaxy S20, e onde cada vez mais as câmaras dos smartphones começam a ser mais versáteis a cada geração de equipamentos, e que vai elevando a fasquia e a luta do smartphone vs DSRL.

Tomemos neste caso como exemplo o Galaxy S20, com as suas 3 câmaras de alta resolução, com uma imensidão de modos de fotografia que o utilizador pode escolher a qualquer momento, bem como as imensas ferramentas que dispõe na ponta dos seus dedos, podendo fazer vídeos a 8K e 960fps em modo super slow-motion. E tudo isto em algo compacto e que simplesmente cabe num bolso de umas calças.

Torna-se muito subjectivo se o Galaxy S20 pode ou não substituir uma verdadeira câmara fotográfica digital. Existe aqui vários cenários que o elevam acima de uma câmara digital regular, mas por outro lado uma DSRL com um bom par de lentes não dá qualquer hipótese ao Galaxy S20. Digamos que quem gosta efectivamente de fotografia e se dedica a ela seja a nível profissional ou mesmo como hobbie, nada se compara a uma DSRL por mais que as marcas de smartphones evoluam as suas câmaras e as coloquem nos seus equipamentos. No entanto para o utilizador comum que não quer perder muito tempo a dedicar-se à fotografia digamos “purista”, então temos no Galaxy S20 o equipamento a bater.

Quanto à portabilidade, efectivamente temos de dar razão que um smartphone é bem mais portátil que andar com uma mochila carregado com lentes e mais o corpo da máquina e que, cada vez que temos um cenário diferente ou pretendemos obter algo diferente da nossa foto, temos de tirar a lente da mochila, trocar de lente, etc… tudo aquilo que quem se dedica de corpo e alma à fotografia em si sabe do que estamos a falar. Não iremos por exemplo para um restaurante para um jantar de amigos ou familiares com um mochila cheia de lentes e todos os acessórios que uma DSRL possui. Logicamente que neste tipo de cenários nada como levar o S20. Inclusive temos no próprio equipamento ferramentas de edição de fotografias bem como de vídeo. Mas se formos tirar um dia para nos dedicar completamente à fotografia, ir a locais adequados e que gostamos, se é daqueles que gosta de se deitar no chão para obter uma perspectiva diferente de uma foto, então de facto o investimento numa DSRL é muito mais acertado

Em relação à qualidade das fotografia em si, os smartphones e o Galaxy S20 hoje em dia conseguem tirar fotografias realmente impressionantes mesmo em ambientes de pouca ou quase nenhuma luminosidade. Resultados que por vezes a olho nú são extremamente difíceis de distinguir de uma câmara DSRL. E a Samsung encontra-se de momento no topo no que à qualidade fotográfica diz respeito. Temos também nos smartphones a possibilidade de no momento podermos partilhar de imediato para as redes sociais, amigos, familiares as fotos que vamos tirando, algo que não é impossível de todo numa câmara DSRL mas bem mais trabalhoso e mais complicado.

Mesmo em termos de edição de fotos e vídeos, conseguimos efectuar hoje em dia já praticamente tudo o que se consegue fazer a nível de um PC com os respectivos softwares de edição. Numa DSRL temos de chegar casa ou ter acesso a um computador no imediato e só aí podemos então efectuar a edição completa das nossas fotografias.

No que toca a preços, ao adquirirmos um smartphone de topo como o Galaxy S20 apenas temos de investir uma única vez. E quem possui uma DSRL sabe que andamos sempre a adquirir e investir em lentes para cenários diferentes além do investimento inicial do corpo da máquina.

Como conclusão, para quem dá mais valia a uma maior portabilidade e não tem tempo para levar a fotografia como hobbie ou a nível profissional, então o Galaxy S20 é a melhor escolha no momento.

Quem retira o verdadeiro prazer de se tirar uma fotografia, quem não se importa de levar horas e horas a usar o Lightroom no PC para fazer a edição das fotografias, para quem não se importa de mudar de lentes constantemente seja para tirar uma macro, ou uma tirar uma grande angular, então sem dúvida que as câmaras DSRL são a melhor escolha, mas uma escolha que no fim acaba por não ser nada barata.

Fonte: PocketNow

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1 COMENTÁRIO

  1. Nota de correcção: no artigo Galaxy S20 vs DSLR os senhores incorrem num erro de nomenclatura grosseiro e que de futuro deverão ter mais atenção sobre os nomes e referencias técnicas dos temas que abordam!

    A saber: Escreve-se DSLR (Digital Single Lens Reflex) e não DSRL o que pode provocar a chacota geral de quem lê e daí tirar o próprio crédito ao “MaisTecnologia”.

    A nomenclatura DSLR é a evolução de SLR camaras sistema reflex (com prisma) para digital. As antigas SLR eram camaras de filme (película) do formato 135 ou 35mm cuja exploração de imagem media os 24mmx36mm de quadro agora vulgo Full Frame. Com a mudança do sistema de registo de química (película) para electrónica digital usando um sensor tamanho de exploração também Full Frame as camaras SLR passaram a designar-se DSLR (Digital Single Lens Reflex).
    Como as camaras DSLR de sensor Full Frame recorrem ao sistema de espelho/prisma no visor a nomenclatura é ainda DSLR no entanto já existem camaras que já não recorrem a este sistema de espelho e prisma (visor óptico) porque introduziram o sistema de visor electrónico de alta resolução Oled chamando-se assim de sistema MIRRORLESS precisamente por terem perdido o espelho e prisma que facultava ver através das lentes.
    O sistema MIRRORLESS está na ordem do dia sendo presente e futuro pelas vantagens que oferece no que toca à completa visualização de tudo o que está a acontecer com o processamento de imagem vindo do sensor. Com este sistema observa-se de imediato no visor o produto final esteja ele mau ou bom antes do disparo ou gravação de video. É como um monitor final onde se corrige enquadramento, temperatura de côr, degradação de imagem (iso) profundidade de campo e tudo o que se passa no sensor e processamento da imagem. Este é sem duvida o sistema ideal para compor antes de gravar video ou frisar uma foto! Actualmente os principais fabricantes já adoptaram o sistema MIRRORLESS como o lógico no mundo digital estando de parabéns a Olympus e Panasonic pelo pioneirismo no sistema no formato Micro Quatro Terços e a SONY pela apresentação do formato Full Frame “profissional” (24mmx36mm) no sistema MIRRORLESS neste caso com a camara A7. Também no grande formato (sensor maior que Full Frame) já foi introduzido este sistema “MIRRORLESS”
    Finalizo por ora este “workshop” mas recomendo a se informarem devidamente sobre os nomes e significado das coisas antes de escreverem os artigos!

    Melhores cumprimentos,
    Carlos Serra

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