Portugueses pouco informados e vulneráveis ao cibercrime

Os portugueses estão no geral pouco informados acerca do crime informático. Mas se é verdade que os cidadãos nacionais se sentem cada vez mais vulneráveis em relação ao risco de virem a ser vítimas de um cibercrime, também é verdade que pouco fazem para se proteger.  

Estas são algumas das conclusões a que é possível chegar através da análise de um estudo efetuado pelo Eurobarómetro acerca da segurança cibernética na União Europeia. De acordo com a sondagem, das 26 mil pessoas entrevistas de 27 estados-membro, entre elas mil  portugueses, 75 por cento dos cidadãos nacionais sentem-se mal informados acerca dos riscos do cibercrime – a média europeia é de 59 por cento – e 77 por cento considera que o risco de ser vítima de cibercrime aumentou no último ano.

Ainda assim, mudar a palavra-chave de acesso a alguns serviços pessoais não está nas contas dos portugueses (apenas 28 por cento mudaram a conta de email nos últimos doze meses), que afirmam já ter recebido  emails fraudulentos a pedir dinheiro ou dados pessoais (quatro em cada dez). Como forma de se protegerem, os internautas nacionais preferem, por exemplo, não abrir emails de endereços desconhecidos ou visitar apenas sites que conhecem e confiam.

A esmagadora maioria refere ainda que evita fornecer dados pessoais online (nove em cada dez) ou que está preocupada em que a sua informação pessoal não seja mantida em segurança pelos sites (oito em cada dez). Ainda de acordo com o inquérito, conduzido entre 13 e 25 de março de 2012,  56 por cento dos inquiridos revelaram desconfiança na hora de efetuar transações online tais como compras ou banca. Quatro em cada dez entrevistados confessa ainda  preocupação com o facto de alguém poder roubar ou dar mau uso aos dados pessoais.

Os portugueses responderam a 11 questões sobre a utilização da Internet, a confiança nas transações na rede, e responderam sobre o conhecimento e experiência dos cibercrimes.

Estima-se que no mundo inteiro mais de um milhão de pessoas sejam todos os dias vítimas de cibercrime. A Comissão Europeia propôs recentemente a criação de um observatório europeu destinado a proteger os cidadãos de ameaças informáticas.

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