Portronics lança Lithius Cell, pilhas recarregáveis por USB
Se há coisa que ficou para trás no mundo dos gadgets é a experiência de usar pilhas. Ou compramos descartáveis que acabam no ecoponto à velocidade da luz, ou dependemos de carregadores próprios que raramente estão à mão. As novas Portronics Lithius Cell atacam o problema onde dói: cada pilha tem uma porta USB‑C integrada.
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Sem bases de carregamento, sem adaptadores proprietários, sem complicações. Quem já vive rodeado de cabos USB‑C (telemóvel, portátil, consola portátil) passa a poder carregar as pilhas exatamente da mesma forma.
Além da conveniência, há um detalhe técnico que interessa a quem usa equipamentos mais exigentes: estas pilhas entregam uma tensão regulada de 1,5 V constante. Em muitos acessórios, a diferença entre 1,2 V (típico das NiMH tradicionais) e 1,5 V sente‑se na performance — comandos de jogos mantêm a resposta por mais tempo, luzes LED não perdem brilho ao fim de meia hora, e equipamentos mais “esquisitos” deixam de acusar bateria fraca antes do tempo.

O que trazem de novo: especificações que interessam
A família Lithius Cell chega em dois formatos: AA e AAA. Ambas são de iões de lítio recarregáveis, com eletrónica interna que converte e estabiliza a saída a 1,5 V.
– AA: 1480 mAh (2220 mWh), entrada 5 V/0,5 A via USB‑C, saída 1,5 V/2 A
– AAA: 440 mAh (666 mWh), entrada 5 V/0,1 A via USB‑C, saída 1,5 V/1,5 A
O corpo é reforçado e resistente a fugas, e a marca acrescenta um conjunto de proteções eletrónicas pouco comum em pilhas tradicionais: contra curto‑circuito, sobreaquecimento, sobretensão, sobredescarga e picos de corrente. O indicador LED simplifica a rotina: pisca azul a carregar e fica fixo quando atinge 100%.
Outro ponto prático é a baixa autodescarga. Segundo a Portronics, as células retêm até 80% da carga mesmo após longos períodos sem uso. Na prática, isto significa ir ao comando da TV ou ao teclado sem fios semanas depois e encontrar tudo operacional, sem aquela frustração de “morreu na gaveta”.
Desempenho no dia a dia: onde brilham e onde cedem
A magia do 1,5 V constante nota‑se em cenários reais:
- Comandos de consolas e gamepads: resposta previsível por mais tempo e menos trocas durante sessões longas.
- Dispositivos sensíveis à tensão: campainhas, leitores portáteis, brinquedos com motores e alguns medidores básicos funcionam de forma mais estável.
- Periféricos de trabalho: ratos e teclados sem fios mantêm o desempenho até perto do fim da carga.
Há, contudo, trocas a considerar. As tradicionais NiMH AA de alta capacidade podem anunciar números superiores em mAh, mas entregam 1,2 V e sofrem mais quedas de desempenho à medida que descarregam. Aqui, a Portronics prefere um perfil mais “honesto”: tensão estável e uma corrente de saída generosa (até 2 A nas AA), que dá folga a aparelhos de maior consumo. Para AAA, a capacidade é naturalmente menor, mas a saída de 1,5 A é suficiente para brinquedos e gadgets compactos.
Quanto ao tempo de carga, as contas simples ajudam a definir expectativas: uma AA com 2220 mWh, a receber cerca de 2,5 W (5 V/0,5 A), deve ficar pronta em cerca de 1 a 1,5 horas, considerando perdas de conversão. As AAA, com 666 mWh e entrada de 0,5 W (5 V/0,1 A), tendem a precisar de pouco mais de uma hora. Em qualquer caso, basta um cabo USB‑C e uma porta disponível — do carregador do telemóvel a uma power bank.
Segurança, durabilidade e impacto ambiental
Ao trocar descartáveis por recarregáveis com USB‑C, reduz‑se a quantidade de resíduos perigosos e simplifica‑se o ecossistema de acessórios lá de casa. O invólucro antifugas e as múltiplas camadas de proteção eletrónica minimizam riscos comuns em soluções de baixo custo. A baixa autodescarga reduz ciclos de “top‑up” desnecessários, contribuindo para uma vida útil mais longa.
Outro benefício pouco falado é a logística: sem bases dedicadas, cada pilha carrega onde for mais conveniente. Em viagens, uma power bank e um cabo resolvem tudo; no escritório, a porta USB do monitor dá‑lhes vida enquanto trabalha.
Preço e disponibilidade
Na Índia, a Portronics posicionou as Lithius Cell de forma agressiva: o pack de duas AAA custa ₹499 (4,78€)e o pack de duas AA fica nos ₹449 (4,30€).
Para já, não há detalhes de distribuição em Portugal, mas a marca tem vindo a internacionalizar outros produtos — como o power bank magnético Revvo (com “kickstand”) e a coluna Bluetooth Apollo 30 com iluminação RGB e microfone para karaoke — o que deixa boas perspetivas de chegada a mais mercados.
Vale a pena?
Se tem uma gaveta cheia de pilhas mistas e um carregador que nunca encontra, as Portronics Lithius Cell são uma lufada de ar fresco. O USB‑C integrado elimina acessórios, a saída de 1,5 V constante melhora a compatibilidade e o LED evita adivinhas. As proteções internas e a baixa autodescarga dão confiança e reduzem a ansiedade de manutenção.
Para utilizadores de comandos de jogos, brinquedos motorizados, teclados e ratos sem fios, gravadores, lanternas e até equipamento médico básico que aceite AA/AAA, parecem uma opção muito sensata. Se procura a maior capacidade teórica absoluta, pode achar propostas NiMH atrativas; se valoriza praticidade, estabilidade de tensão e versatilidade de carga, estas Lithius Cell entram diretamente para a lista de recomendações.
Fonte: Gizmochina





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