Porsche encontra-se novamente sob investigação por manipulação de motor

O caso Dieselgate — que envolveu a Volkswagen e outras construtoras do grupo VAG — ainda não foi esquecido por milhares de consumidores e investidores, que se depararam com um depreciação do valor de mercado de construtoras como, a Volkswagen, Audi, Škoda, Bentley, Bugatti, Lamborghini e Porsche após o surgimento do escândalo.

O acordo que pôs fim ao problema levantado pela KBA na Alemanha acerca da manipulação das emissões poluentes dos motores a gasóleo da construtora alemã ainda é recente e ao que parece, a Porsche, fabricante do grupo Volkswagen encontra-se, neste momento, a ser investigada pelo Federal Bureu of Motor Vehicles (KBA), só que desta vez, por alegada manipulação das suas motorizações a gasolina.

Segundo avançou a agência Reuters, a investigação está a ser feita a motores a gasolina produzidos pela Porsche antes de 2017 com vista ao mercado europeu, onde estas regras são muito mais exigentes e apertadas. Porta-voz da fabricante afirma que a marca se encontra a cooperar para apurar responsabilidades, tendo iniciado uma investigação interna por conta própria. Além disso, a fonte fez questão de assegurar que os novos modelos produzidos pela Porsche não estão afetados pelo problema — com vista a tranquilizar os clientes.

De acordo com o semanário Bild am Sonntag, os motores desenvolvidos entre 2008 e 2013 para os modelos 911 e Panamera estão sob investigação por alegadas modificações ilegais no software e hardware do sistema de escapamentos e de tratamentos dos gases de escape, adulterando assim os testes de emissões.

Já no passado, a construtora do grupo Volkswagen tinha admitido a aplicação de medidas fraudulentas aos seus motores a gasóleo, pelo que, em resultado do processo judicial em curso, contra a sua parceira, anunciou o abandono por completo dos seus motores diesel.

Ainda nesse ano, a Porsche assinou um contrato em que acordavam o pagamento de 630 milhões de dólares a fim de garatir a total eliminação de medidas e ferramentas fraudulentas e manipulação de emissões de gases. A ser verdade estas novas acusações parece que o arrependimento fica ofuscado por mais um escândalo, mesmo que estes motores sejam anteriores à explosão do caso Dieselgate.

Em defesa do membro parceiro acusado, a Audi assegura não ter evidências dos problemas levantados contra a Porsche face aos motores a gasolina, tendo comentado via e-mail a seguinte informação. “A Audi AG encontra-se numa constante análise de aspetos técnicos e regulatórios de inúmeros tipos de automóveis”.

Fonte Motor1

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