Porque continuam os smartphones a serem fornecidos ao público com carregadores de carga lenta?
Muitos de nós questionam-se como ainda nos dias de hoje e com a tecnologia tão avançada a nível de smartphones, ainda encontramos topos de gama das principais marcas a fornecer ao púbico equipamentos por vezes acima dos 1000 euros ainda com carregadores com fio e pior que tudo, carregadores que disponibilizam uma potência de carga extremamente lenta para os dias actuais.
Actualmente os principais equipamentos topos de gama são fornecidos cada vez mais e mais com baterias de grande capacidade de modo a poder fornecer maiores autonomias, pelo que cada vez mais faz menos sentido levarmos horas para dar uma carga completa ao nosso equipamento. Estamos na era dos carregamentos rápidos e sem fios, estamos no século XXI que tecnologicamente falando tem fornecido grandes avanços nessa área. Actualmente não podemos aceitar menos dos smartphones que durem menos de um dia de trabalho e que não nos permitam em casos urgentes fazer um pequeno carregamento rápido e obtermos em pouco tempo uma considerável autonomia nos nossos dispositivos.
Mas infelizmente apenas algumas marcas fornecem carregadores que o permitam fazer, bem como equipamentos que os suportem. Temos por exemplo o Realme 5 que permanece com um carregador de 10W. Até o novo LG V60 o topo de gama da LG utiliza somente um carregador de 18W, isto utilizando o modo de carregamento rápido activado. São valores completamente ridículos comparados por exemplo com modelos das marcas Chinesas rivais como a Huawei, Oppo e a Xiaomi.
Por defeito dispositivos com USB-C apenas suportam potência de carga de 7.5W, sendo os smartphones mais comuns com carregamento rápido estando na ordem dos 15W, sendo este o valor mais típico que irá encontrar no mercado de momento. Um dos motivos pelos quais a grande maioria dos smartphones não possui carregamento rápido prende-se com o custo e a complexidade em implementar a tecnologia nos circuitos electrónicos do equipamento. A introdução do carregamento rápido não é barato. Os dispositivos necessitam de processadores específicos para que possam suportar esse tipo de carregamento, transístores especiais de modo a poder fornecer a corrente eléctrica à bateria, e como não podia deixar de ser, não pode ser qualquer tipo de bateria que possa suportar o carregamento rápido. Tudo isto junto é um grande custo para os fabricantes, e como tal, quem irá sofrer as consequências é o publico em geral, daí muitas das marcas não fornecerem de origem o carregador porque também ele é um custo adicional ao já elevado valor do equipamento e que o utilizador terá de pagar caso ele já venha incluido de origem.
Assim, muitas das marcas optam por vender em separado esse acessório a quem estiver realmente interessado em ter a tecnologia de ponta do carregamento rápido nos seus equipamentos.
Grandes fabricantes como a LG, Motorola e outros tem adoptado nos últimos anos o carregamento rápido da Qualcomm antes até mesmo da ligação USB-C e USB PD se tornarem uma realidade. Seja por parcerias, conveniência, custos, acordos contractuais ou outros, estas têm sido as parcerias mais comuns que temos tido no mercado. A última versão do Quick Charge 4.0+ oferece 18W a equipamentos que possuam essa capacidade e até 27W quando conectados a um carregador USB PD. Podem parecer velocidades de carregamento nada fora do comum, mas têm sido básicamente essa a norma.
Os novíssimos equipamentos topos de gama com ligações USB de carregamento rápido suportam já até 45W e ainda mais, em caso de computadores portáteis. No entanto o USB PD é potentissimo e encontra-se cada vez mais a crescer e a ser a tendência do mercado.
E por fim, uma das razões também pelas quais os fabricantes não estão a fornecer carregadores rápidos de origem independemente dos equipamentos estarem capacitados para tal, é o impacto que o carregamento rápido além dos 30W possa ter na duração da vida útil da bateria e da sua longevidade. Se actualmente um fabricante quer garantir que os seus equipamentos funcionem nas perfeitas condições por 2 ou 3 anos, terá sempre de diminuir as velocidades de carregamentos das baterias.
Fonte: AndroidAuthority





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