Polestar 5: O elétrico que mostra “os dentes” à pegada de carbono
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E hoje, 11 de março de 2026, deram mais um passo de gigante no que toca à transparência climática com a revelação da pegada de carbono completa do seu novo e imponente Polestar 5.
Como blogger de tecnologia, estou habituado a ver empresas a vangloriarem-se de serem “verdes” sem mostrarem os recibos. A Polestar faz o oposto: publica Relatórios de Ciclo de Vida (LCAs) detalhados. Desta vez, o novo GT de quatro portas assume o protagonismo com uma pegada de carbono cradle-to-gate de 23,8 tCO2e. Mas o que é que este número significa realmente para quem quer um carro de luxo sem o peso na consciência?

Transparência Radical: O fim do “Greenwashing”
Fredrika Klarén, a Diretora de Sustentabilidade da Polestar, foi curta e grossa: “Não se pode reduzir aquilo que não se mede”. É uma frase que devia estar emoldurada em todas as administrações de construtores automóveis. Ao publicar a pegada de carbono desde a extração das matérias-primas até à entrega ao cliente, a Polestar está a forçar a indústria a olhar para onde as emissões realmente acontecem: na produção e nos materiais.
O grande vilão aqui costuma ser o alumínio. É leve, é resistente, mas é um autêntico “comilão” de energia na sua produção. No Polestar 5, a marca decidiu mudar o jogo. Conseguiram evitar 14 tCO2e por cada automóvel apenas através de uma gestão inteligente deste metal: 13% do alumínio utilizado é reciclado e uns impressionantes 83% provêm de fundições alimentadas exclusivamente por energia renovável. É este tipo de detalhe técnico que separa as marcas que querem mudar o mundo daquelas que apenas querem mudar o logótipo.
Luxo Sustentável: O Interior que veio das redes de pesca
Esqueçam os plásticos convencionais e as madeiras de origem duvidosa. Entrar num Polestar 5 é quase uma lição de biotecnologia. A marca colaborou com a Bcomp para integrar compósitos de fibras naturais (o ampliTex™), feito à base de linho. É uma alternativa à fibra de carbono que não só pesa menos 40% que os plásticos normais, como utiliza metade dos materiais de origem fóssil.
E a história não fica por aqui. As alcatifas do carro são feitas de Econyl, um material regenerado a partir de redes de pesca descartadas. Até o compartimento de bagagem dianteiro foi desenhado com uma construção mono-material em PET para facilitar a reciclagem no final da vida útil do veículo. Para os amantes do couro, a opção recai sobre o couro Nappa da Bridge of Weir, certificado em bem-estar animal e isento de crómio. É a prova de que o requinte não tem de ser sinónimo de exploração ambiental.

Performance de topo: 884 cv com consciência limpa
Agora, não pensem que toda esta conversa sobre sustentabilidade transformou o Polestar 5 num carro aborrecido. Pelo contrário. Estamos perante um GT de quatro portas que é um autêntico “foguete”. Oferece uns estonteantes 650 kW (884 cv) e 1.015 Nm de binário. É o tipo de performance que te cola ao banco e te faz questionar as leis da física.
No capítulo da autonomia, os 678 km (WLTP) garantem que as viagens longas deixam de ser um exercício de ansiedade. E quando precisares de carregar, a arquitetura elétrica de 800 Volts permite carregamentos rápidos DC de 350 kW. Na prática? Consegues carregar dos 10 aos 80% em apenas 22 minutos. Basicamente, o tempo de beber um café e esticar as pernas.
O futuro é elétrico, mas tem de ser honesto
O Polestar 5 é mais do que um carro elétrico rápido; é um manifesto sobre rodas. Ao ser o primeiro fabricante (OEM) a publicar a pegada de carbono de cada modelo da sua gama, a Polestar está a colocar a fasquia num nível que muitos concorrentes tradicionais vão ter dificuldade em acompanhar.
Portugal, que tem feito um caminho interessante na eletrificação, ganha aqui um aliado de peso para quem procura mobilidade sustentável de luxo. É reconfortante saber que, ao escolhermos um carro destes, não estamos apenas a comprar tecnologia de ponta, mas também a apoiar um ciclo de produção que respeita o planeta.
E tu, achas que a transparência sobre as emissões vai passar a ser o fator decisivo na hora de escolheres o teu próximo elétrico? Ou a performance ainda fala mais alto?




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