Pode estar a caminho a solução para fazer chegar a internet a todos os cantos do planeta

Transmitir internet de alta velocidade para os cantos mais remotos a milhares de quilómetros de distância pode vir a ser mais fácil do que se imagina.

Num vasto complexo industrial onde os Estados Unidos chegaram a produzir os Liberty Ships usados na Segunda Guerra Mundial, denominado Astranis, estão a ser construídos satélites que vão ser enviados para orbitar mais de 35 mil quilómetros acima da superfície da Terra, com o primeiro a ter previsão de envio para os céus a bordo de um SpaceX no próximo ano.

Cada um desses satélites custa dezenas de milhões de euros a ser construído, mas, de acordo com o CEO da Astranis e engenheiro aeroespacial John Gedmark, o preço vale a pena para resolver um dos desafios mais prementes da humanidade: conexão de internet de alta velocidade em todo o planeta.

“Estamos a falar de três ou quatro mil milhões de pessoas que não têm internet banda larga”, em todo o mundo, um problema que se agrava à medida que a população do planeta aumenta, afirmou John Gedmark: “é um dos maiores problemas que a humanidade tem que resolver hoje”.

O primeiro satélite da empresa, conhecido como Arcturus, também apelidado de Aurora 4A, está pronto a ser lançado há meses. O Arcturus aguarda por um foguetão partilhado com outro satélite feito pelo provedor de internet de banda larga Viasat, o Viasat-3, que tem sofrido sucessivos atrasos que condicionam a data de lançamento.

Mas Arcturus – tem este nome por ser a estrela mais brilhante do hemisfério norte – é um pouco diferente de outros satélites que visam resolver problemas semelhantes. Por um lado, é menor do que satélites como o Viasat-3, que terá a dimensão de meio-campo de futebol quando totalmente implantado.

Os satélites geoestacionários costumam ter dimensões muito grandes, até porque ficam sobre um ponto fixo no equador da Terra, em pontos muito elevados, como Arcturus fará, ao contrário dos satélites de órbita baixa da Terra, como os fabricados pela Starlink, que passam por vários pontos numa altitude muito menor e se misturam com centenas ou milhares de outros pequenos satélites para criar uma rede de internet.

Tradicionalmente, os satélites geoestacionários custam centenas de milhões de euros, levam até cinco anos a serem construídos, e são “do tamanho de um autocarro de dois andares em Londres”, disse Gedmark.

Fonte: San Francisco Chronicle

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